- Odores estranhos no suor, pele ou sensibilidade olfativa aumentada podem ocorrer durante a menopausa, devido a mudanças na microbiota e na forma como o cérebro processa estímulos.
- Pausas de memória, descritas como uma “névoa cerebral”, são comuns e ligadas à queda hormonal que afeta neurotransmissores como serotonina e acetilcolina.
- Formigamento em mãos, braços e pés (parestesia) pode aparecer por alterações na condução nervosa e na circulação associadas à transição hormonal.
- Palpitações cardíacas podem ocorrer mesmo sem histórico cardíaco, motivadas pela oscilação hormonal que afeta o sistema nervoso autônomo.
- Alterações no paladar, com gosto metálico ou mudanças na percepção de alimentos, e sensação de choques ou fisgadas pelo corpo também são relatadas neste período.
A menopausa é uma transição fisiológica que vai além de desconfortos físicos. Médica Bruna Marisa, especialista em endocrinologia, observa um conjunto de sinais pouco discutidos que impactam a qualidade de vida das mulheres.
Entre eles estão odores estranhos no corpo ou no ambiente, ligado à influência dos hormônios na microbiota da pele e nas vias olfativas. A alteração hormonal também pode modificar a percepção olfativa.
Há também lapsos de memória que vão além do esquecimento comum, descritos como uma névoa mental. A redução de estrogênio afeta neurotransmissores ligados à memória e ao foco.
O formigamento em mãos, braços e pés costuma aparecer na menopausa. A parestesia está ligada a mudanças na condução nervosa e na circulação, influenciadas pelo desequilíbrio hormonal.
Palpitações podem ocorrer mesmo sem histórico cardíaco. A oscilação hormonal pode estimular o sistema nervoso autônomo, gerando sensação de batimentos acelerados.
A pele pode ficar mais sensível ou apresentar ardência sem causa aparente. A queda de estrogênio reduz a hidratação e a espessura da pele, tornando-a mais reativa.
Alguns relatos apontam alteração no paladar, com gosto metálico ou mudanças na percepção dos alimentos, o que pode atrapalhar a alimentação.
Por fim, há sinais menos comuns como choques leves ou fisgadas pelo corpo, associados a alterações neurológicas durante a transição.
A médica destaca que a menopausa não é doença, e sim uma fase que exige acompanhamento individual. Reconhecer esses sinais precocemente permite intervenções para aumentar conforto e qualidade de vida. Informação é ferramenta, afirma.
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