- Pacífico central atingiu +0,5°C na região Niño 3.4, limite mínimo para El Niño, pela primeira vez em 2026.
- Para confirmar o fenômeno, o aquecimento precisa persistir por semanas e vir acompanhado de mudanças na circulação atmosférica; isso ainda não foi observado de forma consistente.
- Meteorologistas apontam que o El Niño pode se consolidar entre meados de maio e junho, com possibilidade de intensificação ao longo do ano.
- Há cerca de 25% de chance de um evento de forte intensidade em 2026; os maiores episódios anteriores chegaram a +3,0°C (2015-2016) e +2,1°C (2023-2024).
- No Brasil, efeitos típicos incluem chuva acima da média no Sul e clima mais seco no Norte e Nordeste, com variações conforme o momento e a intensidade do fenômeno.
O Pacífico atingiu pela primeira vez em 2026 o limiar mínimo para El Niño. Dados da NOAA, divulgados pelo ClimaInfo, indicam que a temperatura da superfície do mar na região central do Pacífico equatorial subiu para +0,5°C. O aquecimento ainda não configura o fenômeno, mas sinaliza possibilidade de formação entre maio e junho.
Esse valor representa o limiar inferior para classificação de El Niño. Para a confirmação, é necessário que o aquecimento persista por semanas e venha acompanhado de mudanças na circulação atmosférica, que ainda não foram observadas com frequência.
Atenção para o histórico: essa marca não era atingida desde maio de 2024, período em que o Brasil viveu enchentes históricas no Rio Grande do Sul. Meteorologistas destacam cautela, pois há ainda incerteza sobre a permanência do aquecimento.
Tendência
As projeções indicam que o El Niño pode se consolidar nas próximas semanas. Modelos climáticos apontam possibilidade de formação entre meados de maio e junho, com chance de intensificação ao longo do ano.
Há estimativa de cerca de 25% de possibilidade de um evento de forte intensidade em 2026. Em comparação, os episódios de maior pico ocorreram em 2015-2016 (+3,0°C) e 2023-2024 (+2,1°C).
Brasil
Os impactos no Brasil costumam incluir chuvas acima da média na região Sul, e condições mais secas no Norte e Nordeste. A intensidade e o momento de estabelecimento do El Niño vão moldar o padrão de variações climáticas pelo país.
A influência sobre temperatura também é relevante, com efeitos regionais que dependem da evolução do fenômeno ao longo do tempo.
Efeitos além do clima
Assim como altera regime de chuva, o El Niño pode elevar temperatura e umidade, o que pode impactar a saúde pública. Relatos indicam aumento potencial de problemas respiratórios, alergias e crises de asma.
Entre na conversa da comunidade