- A Síndrome de Takotsubo, também chamada de “síndrome do coração partido”, pode ocorrer após emoções fortes ou estresses físicos, e não é infarto, exigindo atendimento médico imediato.
- Caracteriza-se pela mudança repentina no formato do músculo cardíaco, lembrando uma arapuca de polvo.
- Gatilhos emocionais ou físicos geram descarga noradrenérgica que afeta o coração, principalmente na região da ponta, podendo provocar dor no peito.
- É mais comum em mulheres em fase de pré-menopausa, e pode ser confundida com infarto, levando o paciente a passar por cateterismo para confirmar o diagnóstico sem doença coronária.
- Fatores de risco incluem hipotireoidismo, pós-parto e, em homens, possível componente genética; o tratamento envolve manejo dos gatilhos e correção de condições subjacentes.
Marcelo Montera, cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco, explica que a Síndrome de Takotsubo, conhecida como sínd
rome do coração partido, não é exclusivamente fictícia: pode ocorrer após emoções intensas, positivas ou negativas. O quadro não é classificado como ataque cardíaco, mas exige atendimento médico imediato.
A condição envolve uma mudança súbita na forma do músculo cardíaco, que passa a lembrar a silhueta de uma arapuca de polvo. O gatilho pode ser físico, como cirurgias e procedimentos que geram estresse, ou emocional, com alegria ou tristeza extremas, segundo o especialista.
Essa descarga de adrenalina afeta o coração ao se ligar a receptores noradrenérgicos, provocando dano agudo principalmente na ponta do miocárdio. A explicação do médico ilustra o aspecto da forma do ventrículo durante o episódio.
Grupos de risco e diagnóstico
A síndrome é mais frequente em mulheres na pré-menopausa, com dor no peito e alterações no eletrocardiograma como sinais clínicos comuns. Por isso, há casos em que o quadro é confundido com infarto agudo do miocárdio, o que leva ao encaminhamento imediato para avaliação de hemodinâmica e cateterismo.
Se não há doença coronária que explique o quadro, o diagnóstico de Takotsubo é considerado. Condições como hipotireoidismo, especialmente em mulheres, e o período pós-parto também aumentam o risco. Em alguns casos, homens jovens podem ser afetados, com possíveis fatores genéticos.
Quem já teve a síndrome pode sofrer novos episódios. Por isso, o médico recomenda manejo de gatilhos: tratamento psicoterápico diante de transtornos psicoemocionais e ajuste de tireoide quando necessário.
Entre na conversa da comunidade