- A perimenopausa é a fase de transição para a menopausa, com sintomas como nevoa mental, cansaço e mudanças de humor, muitas vezes sem informação adequada.
- Um estudo no Reino Unido mostra que um terço das mulheres espera pelo menos três anos para diagnóstico relacionado à menopausa, e 18% consultaram o médico seis vezes.
- A sensação de não ser mais a mesma pessoa é comum: 63,3% das mulheres relataram esse sentimento em pelo menos metade dos dias nos três meses anteriores, segundo o estudo Women Living Better.
- O diagnóstico é clínico; não há teste hormonal isolado para identificar climatério ou menopausa, pois os níveis hormonais variam nessa fase (Febrasgo).
- Recomenda-se preparar a consulta: levar anotações de sintomas e dúvidas; se não houver acolhimento, buscar outro médico.
A desinformação e a falta de diagnóstico preciso continuam comprometendo o tratamento dos sintomas do climatério. Mulheres relatam demora para reconhecer a perimenopausa, fase que antecede a menopausa, e identificar o que é normal nessa transição.
A própria autora desta matéria relata a experiência: aos 48 anos, sinais como ganho de peso, cansaço, ansiedade e “nevoa mental” surgiram, levando a três consultas médicas antes de confirmar a perimenopausa. O episódio ilustra a falha de orientação clínica.
Pesquisas internacionais evidenciam o problema. No Reino Unido, um terço das mulheres espera três anos pelo diagnóstico correto e 18% chegam a seis consultas para obter ajuda. O retrato é reforçado por dados da pesquisa Women Living Better.
Contexto internacional
O levantamento aponta também que parte das mulheres sente que não é mais a mesma em pelo menos metade dos dias, nos três meses anteriores. A percepção de alterações no funcionamento cognitivo e no bem-estar é recorrente entre quem vivencia o climatério.
Diagnóstico: o papel do médico
No Brasil, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) afirma que o diagnóstico é clínico, sem um único teste hormonal confiável para confirmar a perimenopausa. Flutuações hormonais dificultam exames isolados.
Orientações para a consulta
Para a avaliação, é essencial levar o relato detalhado dos sintomas, frequência e duração. Perguntas relevantes devem ser feitas durante a consulta; se a prática não ouvir, recomenda-se buscar outro médico. O diagnóstico correto facilita o tratamento adequado.
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