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Hidrelétricas reversíveis ganham espaço como solução de armazenamento de energia

Governo avalia hidrelétricas reversíveis para armazenar energia excedente; leilões definirão condições de operação no Brasil

Nivalde de Castro: edital dos leilões vai estabelecer condições em que o novo sistema vai operar no país — Foto: Leo Martins/Agência O Globo
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  • O governo brasileiro planeja usar hidrelétricas reversíveis para armazenar energia, bombeando água entre reservatórios para uso quando a geração cai.
  • Essas usinas funcionam como armazenamento de energia ao aproveitar quedas de oferta e manter suprimento estável.
  • A ideia faz parte da busca por fontes renováveis com menor impacto socioambiental e climático.
  • A empresa pública EPE tem um projeto-piloto em andamento para testar a tecnologia no país.
  • O edital dos leilões vai definir as condições de funcionamento do novo sistema no Brasil.

Em meio à busca por fontes renováveis com menor impacto socioambiental e climático, o governo brasileiro avalia a adoção da tecnologia de armazenamento hidráulico. Hidrelétricas reversíveis armazenam energia ao bombear água de um reservatório inferior para o superior, liberando-a quando a demanda aumenta.

Essas usinas já existiram no Brasil e são adotadas em diversos países como alternativa de geração limpa. A expectativa é que o sistema complemente a matriz, garantindo maior segurança energética diante de variações de oferta e demanda.

O plano envolve a implementação por meio de edital de leilões que vão estabelecer as condições operacionais do novo sistema no país. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já trabalha em um projeto-piloto para testar a viabilidade técnica e econômica.

Como funciona

As hidrelétricas reversíveis operam armazenando energia excedente durante períodos de maior oferta. Ao contrário das usinas convencionais, o fluxo de água entre os reservatórios é controlado para manter equilíbrio entre produção e consumo.

A iniciativa busca reduzir impactos climáticos e promover uso eficiente de recursos hídricos. A implementação depende de testes, aprovação regulatória e investimentos em infraestrutura, de modo a integrar o armazenamento à rede nacional.

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