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Ministério da Saúde alerta sobre risco de sarampo na Copa de 2026

Risco de sarampo no Brasil com a Copa de 2026, diante de surtos na América do Norte e baixa cobertura da segunda dose

Ministério da Saúde orienta brasileiros que vão à Copa a se vacinarem contra o sarampo
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  • A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá, e preocupa o Brasil quanto ao risco de transmissão endêmica de sarampo.
  • Surtos na América do Norte indicam cenário crítico: o México teve 6.152 casos em 2025, o Canadá registrou 5.062 em 2025 e os EUA somaram 2.144 em 2025, com 721 casos em janeiro de 2026.
  • O Brasil reconquistou o certificado de país livre em 2024, mas a cobertura da segunda dose da vacina contra sarampo ficou em 78,02% em 2025, enquanto a primeira dose atingiu 92,66%.
  • Em 2025 foram 38 casos no Brasil, 35 deles importados, com 94,7% das pessoas infectadas sem histórico vacinal; até março de 2026, dois casos ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo.
  • A nota técnica recomenda vacinação com tríplice ou tetraviral como única estratégia de mitigação, incluindo dose zero para bebês de 6 a 11 meses, ́duas doses para adultos até 29 anos e pelo menos uma dose para quem tem entre 30 e 59 anos, com antecedência da viagem sempre que possível.

O Ministério da Saúde emitiu nota técnica alertando para o risco de o Brasil voltar a registrar transmissão endêmica de sarampo por causa do fluxo de viajantes para a Copa do Mundo de 2026. O evento ocorre de 11 de junho a 19 de julho, com sedes nos EUA, México e Canadá, onde há surtos da doença. A preocupação é a entrada do vírus por brasileiros que retornam ou por estrangeiros infectados durante o torneio.

A nota destaca cenário epidemiológico global desfavorável desde 2025, quando a América passou a não ser mais considerada zona livre de transmissão. O principal vetor de risco é a circulação de pessoas entre os países-sede e o Brasil, aumentando a probabilidade de introdução do vírus no território nacional.

Surtos na América do Norte

Dados de 2024 a 2025 mostram crescimento expressivo: no México, de 7 para 6.152 casos; no Canadá, 5.062 registros em 2025; nos EUA, 2.144 casos no último ano e 721 em janeiro de 2026. Em 2025, foram quase 250 mil casos no mundo. Em 2026, até março, duas infecções ocorreram no Rio de Janeiro e em São Paulo entre não vacinados.

Vulnerabilidade interna

O Brasil reconquistou o certificado de país livre em 2024, mas a cobertura de segunda dose ficou em 78,02% em 2025, ainda aquém do necessário. Em 2025, 38 casos foram confirmados, 35 por importação, e 94,7% dos infectados não tinham histórico vacinal. Em 2026, dois casos surgiram entre não vacinados.

Recomendação de vacinação

A nota reforça que a vacinação completa é a principal estratégia de mitigação. Crianças de 6 a 11 meses devem receber uma dose inicial 15 dias antes da viagem. Adultos até 29 anos precisam de duas doses; de 30 a 59 anos, ao menos uma dose. Vacinar com antecedência facilita a produção de anticorpos, embora possa ocorrer até o dia da viagem.

Orientação aos viajantes

Quem retornar com febre e manchas vermelhas deve procurar atendimento médico imediato e informar o histórico de viagem para evitar nova transmissão no Brasil. O texto ressalta manter a vigilância sanitária e isolar casos suspeitos com rapidez.

Este texto é uma reescrita adaptada da nota técnica publicada pela Agência Brasil em 23 de abril de 2026. Fonte citada não é indicada entre links.

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