- Vestígios da Era Viking seguem surgindo na Escandinávia, incluindo um navio datado do século VIII com cerca de 12 a 14 metros.
- Em março de 2024, foi encontrada no Reino Unido uma espada viking de cerca de 2 mil anos; a lei local exige a entrega de objetos com mais de 300 anos a instituições de preservação.
- Em fevereiro de 2024, arqueólogos na Noruega identificaram na ilha de Klosterøy uma construção que pode ter sido um mercado da Era Viking.
- Em agosto de 2023, duas cruzes da Era Viking foram descobertas em uma igreja na Ilha de Man, após a catedral ser atingida por tempestade; as peças têm mais de mil anos.
- A história dos vikings envolve expansão marítima entre os séculos VIII e XI, ataques a mosteiros, o Finn de Normandia em 845 e a gradual cristianização que moldou a região.
Nos últimos anos, vestígios da Era Viking vêm sendo descobertos na Escandinávia, reacendendo o interesse pela cultura nórdica. Relíquias e sítios arqueológicos ampliam o entendimento sobre o alcance e a influência dos vikings na Europa.
Arqueólogos da Noruega anunciaram vestígios de um navio viking datado do século 8, com estimativa de 12 a 14 metros de comprimento. A descoberta ocorreu em contextos institucionais de pesquisa, fortalecendo o registro marítimo da época.
Em março de 2024, uma espada de origem viking, com cerca de 2 mil anos, foi localizada por um caçador de relíquias britânico. A peça foi encontrada no Rio Cherwell, afluente do Tamisa, no Reino Unido, e já passa por análises técnicas.
No território britânico, a legislação local determina que objetos com mais de 300 anos sejam entregues a instituições de memória. A espada foi encaminhada para avaliação e preservação.
Em fevereiro de 2024, arqueólogos da Universidade de Stavanger identificaram na ilha de Klosterøy, na costa sudoeste da Noruega, uma construção que pode ter funcionado como mercado da Era Viking.
A Ilha de Man, entre Inglaterra e Irlanda, apresentou dois achados em agosto de 2023: cruzes da Era Viking encontradas dentro de uma igreja. A descoberta ocorreu após a queda de uma parede durante uma tempestade, revelando artefatos enterrados por até 200 anos.
Segundo o Manx National Heritage, as peças têm origem milenar. As cruzes são destacadas como uma das maiores heranças da fé cristã na região, com influência viking evidente na prática religiosa local.
O povo viking, de origem germânica, tornou-se conhecido por incursões marítimas entre os séculos 8 e 11. Essas ações contribuíram para a formação de populações na Irlanda e na Inglaterra, além de influenciar a Normandia.
Os ataques visavam principalmente mosteiros e igrejas, o que ajudou a moldar a percepção europeia sobre os vikings. Registros históricos não excluem violência entre cristãos em várias regiões da época.
O monge Alcuíno descreveu os vikings como um castigo divino pela expansão, ainda que a violência tenha sido compartilhada por outros grupos ao longo da história. A incursão na França Ocidental também foi tema relevante.
Em 845, exploradores nórdicos consolidaram domínio sobre a Normandia, obtendo tributos do rei Carlos, o Calvo. A região ganhou o nome derivado de nordmanni, povos do norte.
Religião dos vikings era politeísta, com deuses como Odin, Thor e Loki. O culto ocorria de forma coletiva, em épocas específicas do ano, incluindo rituais ligados à fertilidade e à sobrevivência no inverno.
O Yule era uma celebração de solstício de inverno associada a rituais de agradecimento aos deuses e, segundo algumas leituras, à homenagem aos mortos. Com o contato cristão, a festividade foi incorporada ao Natal.
Sociedade viking era hierarquizada. O rei, ou konungr, detinha poder hereditário. Entre as classes estavam os karls, civis livres, e os escravos, ligados a guerras, dívidas e propriedades.
A base econômica incluía agricultura, artesanato e comércio marítimo. A produção local e o intercâmbio por via marítima foram pilares da sobrevivência e do alcance cultural dos vikings.
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