- o reino unido sinalizou disposição de enviar uma esquadrilha de Typhoons da Royal Air Force, com base no Qatar, para patrulhar o estreito de Hormuz como parte de uma missão multilateral para manter a passagem aberta
- a proposta inclui também drones de busca de minas e mergulhadores especializados para ajudar a remover minas no estreito; ainda não houve decisão sobre o envio do navio de guerra HMS Dragon ou de outra embarcação
- a ideia central foi apresentada durante uma reunião de dois dias, com a participação de trinta países, realizada na sede da Royal Navy em Northwood e organizada em parceria com a França
- oito caças Typhoon já estão baseados no Qatar, com parte deles atuando na defesa de países aliado no Golfo durante a ofensiva de quarenta dias que se seguiu ao ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã
- o secretário de defesa, John Healey, destacou a necessidade de opções militares práticas e de um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação no estreito, sem uso de força para forçar a passagem, salvo em caso de acordo de paz ou cessar-fogo estável
O Reino Unido afirmou estar pronto para enviar uma esquadrilha de Typhoons da RAF, baseados no Qatar, para patrulhar o estreito de Hormuz e manter a passagem aberta após o fim da guerra com o Irã. A medida integra uma missão multinacional destinada a proteger o corredor marítimo estratégico.
Além dos caça, o planejamento inclui drones de busca de minas e mergulhadores especializados para ajudar a desobstruir o estreito, atualmente possivelmente minado pelo Irã. Não houve decisão sobre o envio do HMS Dragon ou de outra embarcação.
A proposta foi apresentada durante uma reunião de dois dias, com participação de 30 países, realizada no quartel-general britânico de Northwood e organizada em conjunto com a França. Oito Typhoons já operam no Qatar e têm atuado na defesa de aliados na região.
Detalhes da reunião e participantes
Alemanha, Noruega, Coreia do Sul e Austrália participaram do encontro, que terminou na quinta-feira. Fontes britânicas não confirmaram a participação dos Estados Unidos, mas afirmaram que Washington foi mantido informado.
O chanceler de defesa britânico, John Healey, reforçou aos presentes a necessidade de opções militares práticas e de um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação no estreito, em coordenação com o governo francês, representado por Catherine Vautrin.
O status da missão multinacional permanece incerto. Em diferentes momentos, o tom público varou entre ações cooperativas para manter o tráfego naval sem uso de força e a disposição de atuar em um acordo de paz ou cessar-fogo estável para proteger navios petroleiros.
Contexto e capacidades
A Marinha Real tem sido alvo de críticas pela reduzida quantidade de navios disponíveis, após incidentes na região e revezamentos logísticos. O HMS Dragon chegou ao teatro de operações três semanas após a entrada de navios franceses e de outras nações, já mobilizados no Mediterrâneo oriental.
O comando britânico, sob a liderança de Richard Knighton, passou a enfatizar a força aérea durante a crise, com foco em ataques aéreos e defesa de bases. Quando o conflito teve início, houve avaliação de que bases em Chipre poderiam substituir uma presença imediata de porta-aviões.
O governo britânico mantém a posição de não forçar a abertura do estreito com ações militares contra o Irã, mas afirma que pode atuar, em conjunto com parceiros, para proteger o tráfego de petróleo caso haja um acordo de paz ou cessar-fogo sustentável.
O debate sobre o envolvimento de grandes forças navais permanece em aberto, com o Reino Unido já destacando disposição para contribuir com capacidades aéreas, de desminagem e apoio logístico, se a situação evoluir para um cenário pacífico.
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