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Pesquisa aponta dois produtos de limpeza com maior risco para crianças

Pesquisa revela que cloro e detergentes causam a maioria das lesões em crianças; cápsulas e frascos de spray elevam o risco

Saiba quais são os produtos de limpeza mais perigosos para crianças — Foto: Freepik
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  • Um estudo analisou dezoito anos de dados nos Estados Unidos sobre lesões por produtos de limpeza em crianças de até cinco anos, com quase 250 mil atendimentos entre 2007 e 2022 — ou seja, uma ocorrência a cada trinta e cinco minutos — e a taxa subiu de 4,6 para 6,3 por cada dez mil crianças.
  • As lesões mais comuns são intoxicações, queimaduras químicas, irritações na pele e conjuntivite, ocorrendo principalmente em crianças de um a dois anos.
  • O cloro foi responsável por cerca de 30% dos ferimentos, seguido pelos detergentes, com 28%.
  • Cápsulas de detergente passaram a responder por cerca de 33% dos casos desde 2012, e frascos de spray também aparecem como fonte significativa de lesões por dispensação.
  • Para reduzir riscos, mantenha produtos em embalagens originais, guarde-os fora do alcance ou trancados e tenha o número de emergência (0800-722-6001) salvo.

Os acidentes domésticos envolvendo crianças pequenas continuam em pauta. Uma pesquisa recente analisa 16 anos de dados nos EUA para identificar quais produtos de limpeza domésticos oferecem maior risco a crianças de até 5 anos. O estudo aponta que lesões aumentam com o tempo, apesar de embalagens seguras e educação.

Entre 2007 e 2022, quase 250 mil atendimentos em pronto-socorro foram causados por produtos de limpeza em crianças pequenas, o que equivale a uma atuação a cada 35 minutos. A taxa de lesões subiu de 4,6 para 6,3 por 10 mil crianças nesse período.

Os diagnósticos mais comuns envolvem intoxicação, queimaduras químicas, irritação cutânea e conjuntivite. A maioria das ocorrências envolve crianças de 1 a 3 anos, com a faixa etária mais atingida entre 1 e 2 anos.

Principais produtos e seus riscos

O cloro, presente em água sanitária, foi responsável por cerca de 30% dos ferimentos, seguido pelos detergentes, com 28%. A ingestão ou contato com pele e olhos é a principal via de lesões, segundo a pesquisadora sênior Lara McKenzie.

A água sanitária, conhecida como hipoclorito de sódio, é comum em banheiros e cozinhas. A ingestão pode causar náuseas, vômitos e dor estomacal, com riscos graves em altas concentrações, conforme o National Capital Poison Center.

Os detergentes mostraram aumento significativo com o surgimento das cápsulas para lavagem de roupas e louças por volta de 2012. Hoje, as cápsulas correspondem a cerca de 33% dos casos, principalmente entre crianças pequenas, por serem fáceis de manusear.

Ainda segundo o estudo, outros itens como limpadores ácidos, alcalinos, terebintina, óleo de pinho e tira-manchas também contribuem para lesões. Quase tudo que se usa para limpar pode causar danos em crianças.

As embalagens são parte do problema. Frascos de spray e cápsulas ganham destaque por seu formato, que facilita a ingestão ou contato acidental. As cápsulas, em particular, costumam se assemelhar a doces, o que aumenta o risco.

Como reduzir os riscos no dia a dia

Especialistas ressaltam que não é necessário abandonar totalmente produtos de limpeza. A estratégia é dificultar o acesso das crianças aos itens, mantendo-os em embalagens originais, com rótulos, e guardando em armários fechados.

Outra recomendação é ter visão de longo prazo: crianças pequenas aprendem observando adultos, o que reforça a cautela ao manusear qualquer líquido limpiador. Manter o número de uma linha de ajuda para intoxicações (0800-722-6001) no celular é recomendado.

A pesquisa, conduzida pelo Nationwide Children’s Hospital, contribui para entender a evolução das lesões relacionadas a limpeza doméstica. O estudo reforça a necessidade de medidas práticas para reduzir incidentes envolvendo crianças pequenas.

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