- Piñatex e Vegea são exemplos de couro de frutas, feitos a partir de resíduos de abacaxi, uva e maçã, impulsionando a moda circular.
- A produção transforma cascas, bagaço e outras sobras em lâminas ou tecidos com aparência e resistência semelhantes ao couro tradicional.
- Os materiais visam reduzir CO₂, economizar água, diminuir resíduos e diminuir a dependência de couro animal ou de insumos petroquímicos.
- Tecnologias variam conforme a matéria-prima, combinando biomassa com ligantes e, às vezes, polímeros sintéticos para estabilidade e textura.
- O desafio atual é escalar a produção e reduzir custos para alcançar consumo de massa, com parcerias entre agronegócio, indústria de moda e pesquisa.
A moda está migrando para a economia circular, transformando restos de frutas em couro vegetal. Piñatex, Vegea e apple leather ganham espaço em coleções globais, buscando reduzir o desperdício e o uso de recursos na indústria têxtil. O objetivo é manter o ciclo produtivo mais curto e eficiente.
Trabalha-se com resíduos de abacaxi, uva e maçã para criar lâminas com aspecto e resistência parecidos com o couro tradicional. O processo envolve trituração, secagem, combinação com ligantes vegetais e, às vezes, polímeros, para chegar a um material estável e durável.
O que é e por que importa
A economia circular na moda projeta roupas e acessórios pensados para minimizar perdas. O couro de frutas substitui partes do couro animal e sintético, reduzindo pressão sobre áreas de pecuária, consumo de água e uso de químicos, além de diminuir resíduos agroindustriais.
Tecnologias e marcas que ganham destaque
Piñatex usa folhas de abacaxi descartadas após a colheita para produzir um tecido comercializado em rolos. Vegea, feito a partir de resíduos da indústria vinícola, já aparece em coleções cápsula de grifes internacionais. Apple leather nasce do resíduo de sucos e polpas, aplicado em calçados de luxo.
Benefícios e cenário atual
Comparado ao couro bovino, o couro de frutas reduz emissões de CO2 e consumo de água, com menor necessidade de chromos no curtimento. Em relação ao couro sintético, evita derivação de petróleo, dependendo porém de processos de biopolímeros.
Desafios da escalada
A produção em massa depende de disponibilidade estável de resíduos e de avanços em biopolímeros. Infraestrutura industrial competitiva e contratos de longo prazo com marcas são vistos como caminhos para ampliar a oferta, reduzir custos e diversificar linhas.
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