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Sociedade de Pediatria explica riscos da bactéria na UTI do Hospital Fêmina

Acinetobacter baumannii pan-resistente é detectada na UTI Neonatal do Hospital Fêmina; morte de bebê de 26 semanas e mais três casos, exigindo higiene rigorosa e isolamento

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas
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  • Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul esclarece, em nota técnica, a presença da bactéria Acinetobacter baumannii na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre.
  • O microrganismo é pan-resistente e causou a morte de um bebê prematuro de 26 semanas, além de infectar outros três recém-nascidos.
  • Fora do ambiente hospitalar, o patógeno oferece baixo risco à população saudável; dentro de UTIs, ele aproveita superfícies e equipamentos para atingir pacientes com imunidade fragilizada.
  • Infectologista pediátrico reforça a vulnerabilidade de prematuros extremos e a necessidade de protocolos rígidos de higiene, desinfecção de superfícies e isolamento de casos.
  • A SPRS afirma que o objetivo é evitar alarmismo e manter vigilância contínua, além do cumprimento dos protocolos de segurança assistencial nas instituições de saúde.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu um esclarecimento técnico sobre a presença da bactéria Acinetobacter baumannii na UTI Neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre. O microrganismo, identificado como pan-resistente, não responde aos antibióticos comuns. A instituição registrou a morte de um bebê prematuro de 26 semanas e a infecção de outros três recém-nascidos.

Especialistas da SPRS explicam que o patógeno é oportunista, oferecendo baixo risco para pessoas saudáveis fora de ambiente hospitalar. Nas unidades de terapia intensiva, porém, a bactéria pode colonizar superfícies e equipamentos, atingindo pacientes com imunidade debilitada e que utilizam dispositivos invasivos como respiradores e cateteres.

O infectologista pediátrico Derrick Alexandre Fassbind destacou a vulnerabilidade de prematuros extremos, cujos sistemas imunes estão imaturos, o que dificulta o controle da transmissão nessas unidades. Para conter a disseminação, a SPRS recomenda protocolos rigorosos de higiene das mãos, desinfecção de superfícies e isolamento de casos confirmados.

Medidas de prevenção

O presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto, afirmou que a morte do recém-nascido deve ser compreendida dentro do contexto das complicações associadas à prematuridade extrema. A nota técnica busca evitar alarmismo e reforçar que as autoridades sanitárias mantêm vigilância constante e o cumprimento dos protocolos de segurança assistencial nas instituições de saúde.

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