- A Anvisa atualizou as normas para suplementos com cúrcuma, identificando risco de lesão hepática em altas concentrações; o uso culinário permanece considerado seguro.
- Passa a ser obrigatória a inclusão de advertências claras nos rótulos, informando que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
- Os limites de consumo agora são calculados pela soma dos três principais curcuminoides (curcuminoides totais); tetraidrocurcuminoides passam a ser permitidos, mas não podem ser misturados ao extrato natural no mesmo produto.
- Os sintomas de intoxicação hepática costumam aparecer semanas ou meses após o início do uso e incluem cansaço, náusea, perda de apetite, coceira, alterações na urina e icterícia; procure avaliação médica.
- Pessoas com doenças preexistentes, como cirrose, são mais vulneráveis e devem evitar esses suplementos sem orientação profissional.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as normas para a venda de suplementos alimentares que contêm cúrcuma, conhecido como açafrão. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e aponta possível dano ao fígado em altas concentrações.
A decisão surgiu de relatos documentados de lesão hepática associada à curcumina presente em quantidades elevadas, conforme informações do Estadão. O uso culinário tradicional da cúrcuma permanece considerado seguro pelos especialistas.
O hepatologista Rogério Alves, do Hospital Samaritano Higienópolis, ressalta que a cúrcuma tem propriedades benéficas em pequenas quantidades na alimentação, mas suplementos podem ter absorção superior que sobrecarrega o fígado. A relatora do processo na Anvisa, Daniela Marreco, afirma que a instrução normativa responde a alertas científicos recentes sobre a segurança desses compostos.
Advertências obrigatórias e limites de consumo
A norma torna obrigatória a inclusão de advertências claras nos rótulos dos suplementos, informando que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
Os limites de consumo passam a ser calculados pela soma dos curcuminoides totais, seus três principais componentes. Além disso, os tetraidrocurcuminoides passam a integrar a lista de ingredientes permitidos, mas não podem ser misturados ao extrato natural da cúrcuma no mesmo produto.
O aparecimento de sinais de intoxicação hepática costuma ocorrer semanas ou meses após o início do uso inadequado. Rogério Alves orienta ficar atento a cansaço, náusea, perda de apetite e prurido. Alterações na urina e icterícia também são indicativas de cuidado médico imediato.
Pessoas com doenças preexistentes, como cirrose, aparecem entre as mais vulneráveis a quadros graves caso consumam esses suplementos sem orientação profissional. A orientação médica é recomendada para avaliação individual.
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