- Projeto usa alto-falantes subaquáticos que tocam sons de recifes saudáveis por quatorze horas diárias, alimentados por painéis solares flutuantes, para atrair vida marinha e apoiar a restauração.
- Em estudo no Grande Barreira de Corais, sons saudáveis aumentaram a população de peixes em áreas degradadas e elevaram a diversidade de espécies em cinquenta por cento em seis semanas.
- Recifes, que cobrem um por cento do fundo oceânico, sustentam vinte e cinco por cento de toda a vida marinha e atuam como proteção natural contra tempestades; porém perderam metade dos recifes desde mil novecentos cinquenta.
- O aquecimento global causa ondas de calor marinhas e branqueamento de corais, com 2023 marcando recorde de temperatura e perda de algas que deixam os corais vulneráveis.
- A iniciativa envolve a Alligator Head Foundation e pesquisadora Bethany Dean, que trabalha com reprodução assistida de corais para criar fragmentos cultivados ligando arte e ciência, em parcerias com esculturas subaquáticas.
A iniciativa “Soundtrack of the sea” usa alto-falantes submersos para reproduzir sons de recifes saudáveis em áreas degradadas, buscando atrair vida marinha de volta. Os dispositivos ficam flutuando na superfície, alimentados por painéis solares, e tocam sons por 14 horas diárias.
Estudos anteriores indicaram que o envio de sons restaurados pode estimular a presença de peixes em áreas degradadas, contribuindo para a repovoação e diversidade de espécies. A prática é chamada de enriquecimento acústico e é parte de uma estratégia mais ampla de conservação.
O projeto envolve a Alligator Head Foundation, sediada no Caribe, com apoio de pesquisadores locais e da comunidade de mergulho. A iniciativa busca ampliar ferramentas de restauração de recifes, associando ciência a ações de campo para enfrentar a degradação causada por aquecimento, poluição e sobrepesca.
The Great Barrier Reef study
Pesquisadores do Great Barrier Reef conduziram estudo publicado na Nature que avaliou o impacto do som de recifes saudáveis em áreas degradadas. A experiência mostrou aumento de 100% no total de peixes em seis semanas e incremento de 50% na diversidade de espécies, favorecendo a resiliência do ecossistema.
Reefs representam cerca de 1% do leito oceânico, mas sustentam 25% da vida marinha. Servem como fonte de alimento e atuam como barreira natural contra tempestades. Desde 1950, metade dos recifes de coral foram perdidos devido a pesca excessiva, poluição e aquecimento global.
O aquecimento dos oceanos resulta do acúmulo de calor no ambiente, causado pela queima de combustíveis fósseis. O oceano absorve quase 90% desse calor extra, o que favorece ondas de calor marinhas e eventos de branqueamento de corais.
A administradora de mergulho Lee-Ann Rando contou que a situação tem ficado mais silenciosa. Em 2023, ela gravou recifes branqueados, descritos por ela como desoladores e preocupantes para a continuidade da vida marinha local.
Coral matchmaking
No campo experimental, Bethany Dean trabalha em laboratórios para fornecer fragmentos de coral e promover reprodução assistida, atuando como “casamenteira” de corais. O objetivo é favorecer a reprodução bem-sucedida em um ambiente de aquecimento global.
Fragments cultivados são futuramente fixados às esculturas submersas criadas por Barotti, criando uma coordenação entre ciência e arte para transformar o silêncio do oceano na trilha de um ecossistema mais vivo.
O esforço busca combinar métodos variados com a restauração de recifes, ampliando opções para manter a vida marinha diante das mudanças climáticas. A iniciativa permanece em estágio exploratório, com resultados parciais a serem avaliados.
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