- O retorno do El Niño é esperado em maio e pode alterar temperaturas globais e padrões de chuva, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
- As temperaturas da superfície do Pacífico vêm subindo rapidamente, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de El Niño entre maio e julho.
- A OMM aponta possibilidade de um evento forte, com maior confiança nas previsões apenas após abril.
- O El Niño tende a trazer mais chuvas para sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos, Chifre da África e Ásia Central, e pode provocar seca na Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia.
- O impacto global pode incluir aquecimento das temperaturas médias e efeitos regionais variados no clima.
O retorno do El Niño é esperado para maio deste ano, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A condição pode influenciar temperaturas globais e padrões de chuva em diferentes regiões.
Observações da OMM indicam aquecimento das temperaturas de superfície do Pacífico central e oriental, com tendência de continuidade entre maio e julho. Modelos climáticos mostram alta probabilidade de desenvolvimento do El Niño nesse intervalo.
Apesar da confiança aumentar, a agência ressalta que previsões mais estáveis devem surgir apenas após abril, quando informações adicionais estiverem disponíveis. O fenômeno costuma durar de nove a doze meses.
Impactos regionais
O El Niño pode aumentar as chuvas no sul da América do Sul, no sul dos EUA, no Chifre da África e na Ásia Central, enquanto eleva o risco de seca na Austrália, Indonésia e partes do sul da Ásia. O clima global tende a aquecer marginalmente durante o evento.
A OMM enfatiza ainda que as mudanças climáticas podem intensificar variações sazonais associadas ao El Niño, ampliando efeitos locais em intensidade e duração das chuvas. Os impactos variam conforme a região.
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