- A Microsoft confirmou parceria com a Anthropic para usar Claude Mythos em sua estrutura de programação, aplicando o modelo no Security Development Lifecycle (SDL) para melhorar a cibersegurança interna.
- O Mythos deve ajudar a identificar e mitigar vulnerabilidades mais cedo, além de coordenar respostas defensivas.
- Segundo a empresa, o Mythos passou por testes de código aberto e apresentou melhorias substanciais em relação a modelos anteriores, sem detalhar pontuação ou critérios.
- A Anthropic planeja licenciar o Mythos de forma restrita para uso comercial por parceiros, em uma iniciativa chamada Project Glasswing; o governo dos Estados Unidos também negocia acesso.
- O Mythos já teve um incidente de segurança, com acesso não autorizado por pessoas sem permissão; críticas sobre a divulgação foram feitas por Sam Altman, CEO da rival OpenAI.
A Microsoft informou nesta quarta-feira (22) que será uma das primeiras parceiras oficiais da Anthropic a adotar o modelo de linguagem Claude Mythos para segurança cibernética. A implementação ocorrerá em sistemas internos da empresa, dona do Windows.
Segundo o anúncio, o Mythos será integrado à estrutura de programação da Microsoft para fortalecer o Security Development Lifecycle (SDL), o conjunto de regras de segurança obrigatórias para software e serviços, inclusive os de proteção aos clientes.
A iniciativa prevê uso do Mythos e de outros modelos avançados de IA ainda não identificados para identificar vulnerabilidades precocemente, mitigar falhas e coordenar respostas defensivas de forma mais ágil.
O Mythos passou por avaliações com testes de código aberto voltados à detecção de tarefas de engenharia em tempo real, com resultados apontando melhorias significativas em relação a modelos anteriores, conforme dados divulgados pela Microsoft.
Contexto de aplicação
A empresa destaca que modelos de linguagem modernos podem otimizar mecanismos de cibersegurança, incluindo simulações, mudanças em larga escala e ações rápidas com menor supervisão humana, alinhado ao objetivo do SDL.
Segundo a Anthropic, o Claude Mythos surgiu com respostas internas consideradas muito eficazes em aspectos de cibersegurança, o que justificaria seu uso restrito em programas comerciais para parceiros.
Observações e desdobramentos
A Anthropic informou que o Mythos deverá ser licenciado de forma restrita, por meio de acordos com companhias parceiras, em um esquema batizado de Project Glasswing. Além da Microsoft, governos também mostraram interesse no modelo.
O Mythos já enfrentou um incidente de segurança, com acessos não autorizados por terceiros, que não estavam vinculados a atividades de cibersegurança, segundo relatos públicos.
O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, criticou a forma de divulgação do Mythos, chamando-a de marketing baseado no medo. A declaração ressalta tensões entre as grandes empresas de IA em torno de divulgação e acesso à tecnologia.
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