- A Opas alertou sobre a vacinação contra o sarampo nas Américas durante a Semana de Vacinação nas Américas, com aumento acelerado dos casos em 2025 e 2026.
- A região já eliminou poliomielite, rubéola e rubéola congênita, mas o status de eliminação do sarampo foi perdido em 2018, recuperado em 2024 e perdido novamente em 2025.
- Em 2025, foram confirmados mais de 14.767 casos de sarampo em 13 países; em 2026, até 5 de abril, já são 15,3 mil casos confirmados.
- Jarbas Barbosa, diretor da Opas, disse que a reemergência é um retrocesso reversível que exige ação decisiva para reduzir a doença.
- Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026 houve 43 mortes nas Américas, com ênfase no desafio de levar vacinas a quem ainda não está protegido.
A Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) alertou sobre a vacinação contra o sarampo em todos os países das Américas durante a Semana de Vacinação nas Américas, na quinta-feira passada. A organização destaca que os índices da doença vêm aumentando rapidamente.
De acordo com o órgão, a América já liderou os esforços de imunização ao eliminar a poliomielite, a rubéola e a rubéola congênita, além de ter retomado níveis de cobertura pré-pandemia. Mesmo assim, há preocupação com a reemergência do sarampo na região.
A Opas afirma que esse retrocesso é reversível, desde que haja ação decisiva de vacinação. O diretor Jarbas Barbosa reforça que a maior dificuldade não é a disponibilidade de vacinas, e sim a proteção de pessoas ainda não imunizadas, com acesso oportuno às doses.
Números e impactos
Dados da organização indicam mais de 14.767 casos de sarampo confirmados em 13 países apenas em 2025, cerca de 32 vezes acima do registrado em 2024. Em 2026, a escalada continua, com 15,3 mil casos confirmados até 5 de abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, foram registradas 43 mortes associadas ao sarampo nas Américas, de acordo com a Opas. A organização aponta que esse total pode estar ligado à baixa percepção de risco pela população.
Jarbas Barbosa cita que o foco da resposta está em alcançar rapidamente as pessoas que ainda não estão protegidas. O relatório ressalta que a vacinação eficiente pode frear o avanço da doença e a necessidade de medidas adicionais.
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