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Como a IA monitora convulsões silenciosas em bebês prematuros

IA monitora a atividade cerebral de bebês prematuros para detectar convulsões silenciosas, reduzindo internação e riscos de diagnósticos errados ou uso de anticonvulsivantes

Tecnologia tem sido fundamental para detectar convulsões
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  • Bebês prematuros podem ter convulsões silenciosas, muitas vezes sem sinais visíveis.
  • A inteligência artificial analisa a atividade cerebral para detectar crises e apoiar equipes hospitalares.
  • A ferramenta monitora o cérebro das crianças durante a internação, contribuindo para a detecção de emergências.
  • O neonatologista afirma que o recurso reduz o tempo de internação e evita diagnósticos errados, além de diminuir o uso de anticonvulsivantes.
  • Segundo ele, a tecnologia pode evitar oitenta e quatro por cento dos diagnósticos incorretos, trazendo ganhos de organização e custos para o sistema de saúde.

Bebês prematuros podem ter convulsões silenciosas, muitas vezes sem sinais visíveis. Profissionais de parto têm ganhado um suporte importante nos últimos meses: uma ferramenta de inteligência artificial que analisa a atividade cerebral das crianças para auxiliar a detecção de emergências. O recurso vem sendo adotado em hospitais que atendem partos prematuros.

Segundo informações de uma entrevista do News das 19h, o neonatologista Alexandre Netto explica que a ferramenta monitora a atividade cerebral das crianças para apoiar a equipe médica. Sem essa tecnologia, detectar alterações neurológicas fica mais difícil em bebês muito pequenos.

Netto ressalta que o monitoramento acelera o diagnóstico correto, reduzindo a necessidade de tratamentos invasivos. Ele aponta uma diminuição de cerca de 84% nas chances de diagnóstico errado e de uso desnecessário de anticonvulsivantes, o que pode impactar no tempo de internação e nos custos.

Como funciona a ferramenta

A IA analisa grandes volumes de dados da atividade cerebral, identificando padrões que indiquem convulsões, mesmo na ausência de sinais visíveis.

Essa abordagem permite que equipes médicas tomem decisões mais rápidas e fundamentadas, com potencial para evitar tratamentos que possam prejudicar o desenvolvimento cerebral dos recém-nascidos.

Impacto na prática hospitalar

Especialistas destacam benefício direto na qualidade do cuidado, com redução do tempo de internação e menor necessidade de medicamentos anticonvulsivantes. A tecnologia também pode reduzir futuras visitas ao pronto-socorro e custos associados.

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