- A exposição Langsdorff: A Expedição Fluvial 200 Anos Depois fica em cartaz até 26 de junho na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na USP, com entrada gratuita.
- Reúne documentos da Expedição Langsdorff, que entre 1826 e 1829 percorreu mais de dezesseis mil quilômetros pelo interior do Brasil, de São Paulo ao Amazonas.
- A mostra mostra fotografias atuais dos mesmos lugares visitados pelos exploradores, para comparar paisagens de 200 anos atrás com o presente.
- O conjunto apresenta desenhos e textos de Hercule Florence e de outros membros da expedição, além de plantas coletadas, como a Allophylus heterophyllus.
- Em paralelo, há um ciclo de cinema entre 16 e 25 de junho, com 14 longas sobre temas ligados à natureza, povos e paisagens brasileiras, em parceria com a Documenta Pantanal.
A mostra Langsdorff: A Expedição Fluvial 200 Anos Depois está em cartaz na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP até 26 de junho. A exposição reúne documentos da Expedição Langsdorff (1826-1829) e imagens atuais de locais visitados, para discutir a preservação ambiental do Brasil.
A mostra destaca a viagem que percorreu mais de 16 mil quilômetros, do interior de São Paulo ao Amazonas. Participaram Hercule Florence, Aimé-Adrien Taunay, Néster Rubtsov e Ludwig Riedel, sob a liderança do médico Georg Heinrich von Langsdorff. O projeto recebeu apoio do Império Russo.
Na BBM, a Sala Multiuso exibe amostras botânicas, desenhos e escritos sobre povos originários, com ênfase nos registros de Florence. Painéis apresentam trechos de cadernos do viajante, além de textos sobre as comunidades indígenas, como os apiacás.
Junto a isso, duplicatas de plantas coletadas durante a expedição, incluindo a espécie Allophylus heterophyllus, integram o acervo. Os registros também mostram o dia a dia da navegação, com desenhos do processo de varação para contornar quedas d’água nos rios.
Na Sala BNDES, a exposição compara ilustrações da expedição com fotografias do século 21 de paisagens semelhantes, feitas por João Pompeu e Lalo de Almeida. A curadoria aponta mudanças drásticas nas paisagens, como a redução de nascentes do Rio Paraguai devido à agricultura.
O diretor da BBM, Marcelo Candido da Silva, afirma que a mostra evidencia a gravidade da devastação ambiental e a crise climática. O objetivo é provocar reflexão sobre o que foi documentado há 200 anos e o que houve desde então.
A exposição é alicerçada pela parceria entre BBM, Documenta Pantanal, Instituto Hercule Florence e outros parceiros, e se relaciona com o livro Viagem Fluvial, fruto de coedição da BBM. O conjunto busca oferecer leitura sobre passado, presente e futuro.
Entre 16 e 25 de junho, a BBM realiza um ciclo de cinema no Centro Cultural MariAntonia e na própria biblioteca, com 14 longas-metragens. Os filmes abordam temas como povos indígenas, rios, pantanal e identidade brasileira.
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