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Gorila Fatou completa 69 anos e simboliza longevidade em cativeiro

Fatou completa 69 anos no Zoológico de Berlim, gorila mais velha segundo o Guinness, símbolo da longevidade em cativeiro

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  • Fatou, gorila do Zoológico de Berlim, completou 69 anos e é reconhecida pelo Guinness World Records como a gorila mais velha do mundo.
  • Nascida na década de 1950, chegou ao zoológico ainda filhote na África Ocidental e é hoje a última representante dessa geração.
  • A vida em cativeiro contribuiu para sua longevidade, com ausência de predadores e cuidados veterinários, mas ela nunca viveu na liberdade.
  • Hoje vive em espaço separado na casa dos símios, com alimentação distribuída ao longo do dia e atividades para estimular a mente, mantendo saídas periódicas a áreas externas.
  • Fatou gerou uma filha chamada Dufte; a espécie gorila-das-planícies-ocidentais é ameaçada pela perda de habitat e caça ilegal, e o zoológico planeja melhorias, ainda que o futuro de Fatou nessas mudanças permaneça incerto.

A gorila Fatou completou 69 anos e, no Zoológico de Berlim, tornou-se símbolo da longevidade em cativeiro. A instituição divulgou imagens da primata saboreando uma cesta de vegetais, celebrando a idade com o público. Fatou é reconhecida pelo Guinness World Records como a gorila mais velha do mundo em cativeiro.

A morte de outras fêmeas longevas, Trudy em 2019 e Helen em 2022, abriu espaço para Fatou ocupar o posto. Ela permanece a última representante dessa década de nascimento, marcando uma história contínua sob cuidados humanos. O diretor Andreas Knieriem descreve Fatou como presença cativante para visitantes.

Segundo a equipe do zoológico, Fatou chegou ainda filhote à Europa, proveniente da África Ocidental, possivelmente após uma transferência ligada a dívidas de um marinheiro. Sua vida longe da natureza abriu caminho para uma longevidade que não seria típica no ambiente selvagem.

Contexto e significado

A longevidade de Fatou é resultado de um ambiente protegido em que a seleção natural é compensada por cuidados veterinários e alimentação controlada. Em comparação com a vida na floresta, onde predadores e recursos escassos podem encurtar a continuidade genética, a situação de cativeiro oferece estabilidade.

Sem registros precisos de nascimento, a data de 13 de abril é usada como referência para comemorar cada ano. Estimativas apontam que Fatou já supera a idade humana correspondente a um século de vida.

Ao longo dos anos, Fatou gerou uma filha, Dufte, cuja descendência se multiplicou em netos, bisnetos e tataranetos. Contudo, a própria vida sempre transcorreu sob supervisão de especialistas, com mudanças no carrinho de alimentação, na atuação clínica e na rotina diária.

Aos atuais 69 anos, Fatou vive em um espaço reservado dentro da casa dos símios, com alimentação fracionada ao longo do dia para estimular a mente e evitar obesidade. Em dias favoráveis, continua a frequentar áreas externas com ritmo compatível com a idade.

A história de Fatou também reaviva o debate sobre conservação de espécies ameaçadas. O gorila-das-planícies-ocidentais enfrenta redução de habitat e caça ilegal na natureza, preocupações que contrastam com a vida prolongada sob cuidados humanos.

O zoológico trabalha em melhorias para os habitats dos gorilas, embora não haja garantia de que Fatou possa usufruí-las plenamente. Sua presença permanece como referência marcante de quase sete décadas de história.

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