- Meta fechou acordo com a startup Overview Energy para obter 1 gigawatt de potência, visando abastecer seus data centers de IA.
- A ideia é usar satélites na linha do equador, a 35 mil quilômetros de altitude, para captar energia solar e transmiti-la a usinas na superfície terrestre.
- A transmissão seria por um feixe quase infravermelho de baixa intensidade, mantendo usinas fotovoltaicas em funcionamento 24 horas por dia.
- A Overview Energy pretende lançar o primeiro satélite em janeiro de 2028; até agora a empresa não tem satélites em órbita.
- A proposta enfrenta ceticismo regulatório e de segurança, com críticas sobre viabilidade, embora seja comparada a conceitos de simuladores de jogos já citados na imprensa.
A Meta firmou um acordo com a startup Overview Energy para obter 1 gigavatio de potência com o objetivo de abastecer seus data centers dedicados à IA. A ideia é captar energia solar por meio de satélites e transmiti-la para usinas solares na superfície terrestre.
Segundo a Meta, os satélites orbitariam a linha do equador a cerca de 35 mil quilômetros de altitude, onde haveria radiação solar estável. A energia captada seria enviada a um feixe de luz quase infravermelha, direcionado a usinas terrestres.
A Overview Energy foi criada em Ashburn, Virgínia, há quatro anos. A empresa não possui satélites em órbita ainda e planeja lançar o primeiro em janeiro de 2028. O conceito já foi demonstrado apenas com um avião.
A Meta afirma que a solução pode manter usinas ociosas à noite gerando eletricidade constante, reduzindo a dependência de baterias. Hoje, data centers consomem grande parte da energia para operar.
Desafios regulatórios e de segurança aparecem como pilares da discussão. Especialistas destacam a necessidade de aprovar normas para transmissão de energia de espaço para terra. O tema ainda é amplamente estudado pela indústria e pela comunidade científica.
Críticos apontam que ainda não há evidências da viabilidade prática da tecnologia. Elon Musk, CEO da SpaceX, já sinalizou outra ideia ambiciosa de abastecer centros de dados no espaço, mas sem comprovação pública de viabilidade.
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