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Metas globais 30×30 atrasadas; Colômbia mostra caminho para o progresso

Colômbia avança além da média global, protegendo 47,4% das áreas marinhas/costerias e 26,3% das terrestres, via HECO e territórios indígenas e privados, rumo aos 34% até 2030

A brown hairy dwarf porcupine (Coendou vestitus), La Ilusion Nature Reserve, Colombia.
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  • Em 2022, 196 países prometeram conservar trinta por cento de áreas terrestres e marítimas até 2030, no âmbito do 30×30.
  • Dados globais atuais indicam cerca de 18,43% da terra e águas interiores protegidos e 9,97% de áreas marinhas e costeiras protegidas ou conservadas.
  • A Colômbia já protegia, segundo dados recentes, 47,4% das áreas marinhas/costeiras e 26,3% de terra e águas interiores.
  • O país estabeleceu a meta de proteger e conservar 34% das áreas terrestres e marinhas até 2030, por meio de áreas protegidas, OECMs e territórios indígenas, afrodescendentes e camponeses.
  • Entre iniciativas-chave está o Heritage Colombia, com financiamento de 245 milhões de dólares, que já protegeu cerca de 19 milhões de hectares e inclui áreas marinhas relevantes como Malpelo.

A 30×30, meta global anunciada em 2022, mira proteger 30% de áreas terrestres, inland waters e zonas marinhas até 2030. O esforço, pactuado por 196 nações, busca reduzir a perda de biodiversidade e valorizar ecossistemas.

Até agora, a proteção cobre 17,6% de terra e água doce e 8,4% de áreas marinhas, segundo o relatório “Protected Planet 2024”. No cenário atual, esse patamar chegou a quase 18,4% e 9,97%, respectivamente.

Colômbia, anfitriã da conferência de 2024, destaca-se entre os países mais biodiversos. O país avançou além da média mundial, com 26,3% de terra e água interna protegidas e 47,4% de áreas marinhas e costeiras sob proteção.

Progresso da Colômbia

O governo ampliou a rede de áreas protegidas por meio de ações públicas, privadas e de áreas efetivas de conservação (OECMs). O programa Heritage Colombia investiu 245 milhões de dólares para assegurar a permanência de projetos.

Ao todo, 19 milhões de hectares já foram protegidos ou conservados pelo HECO, que promove um modelo de financiamento para permanência. Diversos grandes parques e zonas marinhas integram a iniciativa.

Malpelo, ilha a 500 km da costa pacífica, tornou-se área-chave para espécies migratórias. A zona protegida ocupa mais de 48 mil km², no entorno de recifes e afloramentos que abrigam tubarões e mamíferos marinhos.

Território marinho e terrestre

A Colômbia soma oito áreas na lista verde da IUCN, com mais de 331 reservas geridas com avaliação de eficácia. Além disso, comunidades indígenas e afrodescendentes participam da gestão de áreas protegidas.

Entre 2022 e 2024, foram criados distritos integrados de manejo marinho, como Yuruparí-Malpelo, que ampliaram a cobertura e estabeleceram zonas de pesca regulada para reduzir impactos. O objetivo é conectividade ecológica.

No âmbito terrestre, projetos como Sierra Nevada de Santa Marta e Serranía de Chiribiquete também avançaram. A rede inclui mais de 1,4 mil reservas de civil society, com gestão voluntária e impacto relevante na conservação.

Perspectivas e próximos passos

O país mantém a meta nacional de proteger 34% de áreas terrestres e marinhas até 2030, por meio de áreas protegidas, OECMs e territórios tradicionais. Especialistas ressaltam a importância da conectividade entre áreas para a continuidade de ecossistemas.

Contribuições privadas representam caminho viável diante de limites de território público. Especialistas destacam que a participação comunitária fortalece a governança e pode sustentar ações de proteção a longo prazo.

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