- 13 preguiças foram resgatadas de Sloth World Orlando, na Flórida, após a morte de 31 animais sob cuidados da atração.
- Os bichos foram transferidos para o Central Florida Zoo & Botanical Gardens, onde recebem atendimento veterinário contínuo e ficam em observação 24 horas por dia; há uma fêmea prenha e um indivíduo em estado grave.
- Os animais chegaram desidratados e abaixo do peso; estão em quarentena por pelo menos 30 dias para recuperação e avaliação.
- O resgate ocorreu um dia após a interrupção das atividades do empreendimento, que enfrenta falência; o proprietário informou que pretende pedir proteção contra falência.
- Os problemas começaram em dezembro de 2024, com mortes de animais trazidos da Guiana e do Peru, em instalações sem energia nem água; autoridades investigam e a AZA ainda trabalha na definição de destino definitivo para os resgatados.
Foi registrado o resgate de 13 preguiças de um empreendimento turístico na Flórida, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (24). A ação ocorreu após a morte de 31 animais sob os cuidados do local, que enfrenta falência. As preguiças foram levadas ao Central Florida Zoo & Botanical Gardens, onde recebem atendimento veterinário.
De acordo com o zoológico, as espécies permanecem sob observação 24 horas por dia e já passaram por duas noites de reabilitação. Um indivíduo está em estado grave e uma fêmea está prenha. A equipe técnica aponta sinais de recuperação inicial, apesar do quadro grave ao chegar.
As 13 preguiças chegaram desidratadas e abaixo do peso. Algumas precisam de cuidados mais intensivos, mas já apresentam alimentação e ingestão de líquidos adequadas. Todas seguem em quarentena, com duração prevista de pelo menos 30 dias.
O Central Florida Zoo & Botanical Gardens assume temporariamente a guarda dos animais, buscando destino definitivo em instituição credenciada pela AZA. A prioridade é a recuperação completa antes de qualquer transferência.
A intervenção ocorre um dia após ordem de interrupção das atividades do Sloth World Orlando, projeto que pretendia abrir atração temática sobre preguiças. A decisão veio após investigação que constatou a morte de dezenas de animais.
O proprietário Ben Agresta confirmou que o projeto não será aberto ao público e sinalizou pedir proteção contra falência, alegando perdas financeiras insustentáveis. A defesa sustenta que a continuidade das operações não era viável.
Os problemas emergiram em dezembro de 2024, quando o primeiro lote de preguiças chegou vindo da Guiana; mais de 20 animais morreram pouco depois, em episódio descrito como choque térmico. Os animais ficavam em depósito sem energia elétrica nem água encanada.
Para aquecer o ambiente, foram usados aquecedores conectados por extensão a um prédio próximo, e uma falha elétrica encerrou o funcionamento, contribuindo para a morte de 21 animais. Um segundo lote, vindo do Peru, chegou com dois mortos; os demais apresentaram estado crítico.
O caso suscitou críticas de ambientalistas e autoridades. O deputado Maxwell Frost denunciou, nas redes, que as condições teriam sido as piores possíveis. Agresta atribuiu as mortes a um vírus desconhecido, sem sintomas claros identificáveis.
Autoridades acompanham a situação, enquanto as preguiças resgatadas permanecem sob cuidados intensivos. O objetivo é reverter os danos anteriores e encaminhar os animais para instituições apropriadas, conforme avaliação veterinária.
Entre na conversa da comunidade