- A NASA desativou o experimento de Partículas Carregadas de Baixa Energia (LECP) da Voyager 1 em 17 de abril, para economizar energia, mantendo dois instrumentos científicos operacionais.
- A Voyager 2 já perdeu o LECP em março de 2025; as duas sondas seguem explorando o espaço além da heliosfera, com dezenas de bilhões de quilômetros da Terra.
- O plano, batizado de “Big Bang”, testa uma troca de instrumentos para economizar energia e manter a sonda aquecida, com a ideia de manter dados científicos por mais tempo.
- A etapa inicial envolve desligar dispositivos de maior consumo dentro da Voyager 2 em maio e junho, para que a Voyager 1 possa receber a mesma intervenção em julho, se tudo ocorrer como esperado.
- As sondas são alimentadas por geradores termoelétricos de radioisótopos e perdem em média quatro watts de energia por ano; o motor de passo do LECP, que consome apenas 0,5 watts, permanecerá ligado para possível reativação futura.
A Nasa testará uma manobra inédita para estender a vida útil das sondas Voyager. O foco é a Voyager 1, que já percorre o espaço interestelar, e a Voyager 2, que servirá como teste piloto. O objetivo é manter instrumentos críticos ativos por mais tempo, mesmo com energia em declínio.
Em maio e junho, a Voyager 2 será submetida à primeira etapa do experimento, que envolve desligar parte de seus sistemas para economizar energia. Caso tenha sucesso, a equipe poderá aplicar a mesma abordagem na Voyager 1 em julho. A meta é manter dados científicos por mais tempo.
A iniciativa, conhecida como Big Bang, depende da substituição de dispositivos de alto consumo por alternativas mais econômicas em cada sonda. O procedimento utiliza os geradores termoelétricos de radioisótopos para preservar alimentação elétrica e aquecimento.
A Voyager 1 já desligou o instrumento de Partículas Carregadas de Baixa Energia LECP, com o intuito de poupar energia — medida tomada em 17 de abril. O LECP foi mantido apenas com dois instrumentos funcionais, que medem plasma e campos magnéticos.
Na Voyager 2, hoje com mais energia disponível, três instrumentos permanecem operacionais. A ideia é ampliar o tempo de missão ao reduzir consumo total sem interromper funções essenciais de aquecimento e de comunicação com a Terra.
A avaliação técnica considera riscos de resfriamento extremo e perda de contato se os sistemas de energia caírem acentuadamente. Um desligamento mal planejado pode exigir recuperação demorada e envolver risco de falhas repetidas.
As equipes destacam que o motor de passo do LECP permanece ativo, consumindo apenas 0,5 watt, o que permite possível reativação futura do instrumento. A inovação busca manter a coleta de dados enquanto se aguarda a viabilidade de novas atualizações.
O resultado do teste em maio e junho determinará se a mesma estratégia será aplicada à Voyager 1 em julho. Caso confirme a possibilidade de reativar o LECP, a missão pode ganhar novas leituras em áreas remotas do espaço interestelar.
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