- Tinder testará reconhecimento de íris com o World ID para verificar perfis e emitir selo de veracidade, começando pelos usuários no Japão e com expansão prevista.
- A tecnologia é criada pela Tools for Humanity, de Sam Altman, no âmbito do projeto World; a confirmação ocorreu em 2025 durante a conferência At Last, em São Francisco.
- A empresa informou à Exame que o World está em fase de implantação com o Match Group, grupo que controla o Tinder e o Hinge, e chegará a outros países em breve.
- No Brasil, a tecnologia é proibida desde o ano passado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados, por questões de consentimento e uso de dados, ainda que existam outras formas de verificação no app.
- Pesquisas sobre fakes em apps de namoro mostram que muitos usuários já encontraram perfis falsos e que há interesse de parte do público em interações com inteligências artificiais, incluindo no Brasil.
O Tinder anunciou que vai testar a verificação por íris para reduzir perfis falsos. O projeto utiliza a tecnologia desenvolvida pela Tools for Humanity, empresa de Sam Altman, com participação do conglomerado Match Group. O piloto começou no Japão e envolve checagem direta pelo app, com selo de veracidade para perfis aprovados.
A iniciativa foi confirmada em 2025, durante a conferência At Last, em São Francisco. A EXAME acompanhou o anúncio de que o grupo está em contato com o Match Group para possíveis iniciativas conjuntas. O lançamento inicial é para usuários no Japão e prevê expansão para outros países no futuro próximo.
A reação pública varia conforme o contexto. Pesquisas sobre perfis falsos mostram que apps de namoro enfrentam cápitas de IA e golpes de engajamento. A tecnologia de íris é apresentada como uma forma de aumentar a segurança, mas enfrenta restrições regulatórias em diferentes países.
Como funciona a verificação por íris
O recurso World ID funciona como um passaporte digital de usuários. Ao posicionar-se diante da Orb Mini, o dispositivo de leitura de íris captura imagens que geram um código binário único. Esse código é fragmentado e armazenado em múltiplos repositórios para proteção de dados.
A empresa sustenta que as íris são estáveis ao longo da vida e difíceis de falsificar. O processo envolve criptografia e biometria avançada, com a intenção de confirmar a identidade sem depender apenas de textos ou fotos. A ideia é associar a verificação à experiência de uso no aplicativo.
Situação no Brasil
A tecnologia permanece proibida no Brasil desde 2024, em decisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A ANPD citou questões de consentimento e a monetização de dados como entraves regulatórios. Enquanto isso, o Tinder mantém outras formas de verificação, como vídeos, para confirmar a veracidade de perfis.
Entre na conversa da comunidade