- No Brasil, 527 mortes por câncer de testículo ocorreram em 2024, e 61,67% dessas vítimas tinham entre 20 e 39 anos.
- Globalmente, o câncer de testículo é o segundo tumor mais incidente entre homens de 20 a 39 anos, com 38.665 novos casos em 2022.
- A maioria das mortes no Brasil ocorre em homens até 49 anos, com 20 a 29 anos somando 190 óbitos no último levantamento; o Sudeste tem o maior número absoluto, com São Paulo respondendo por quase 23% do total.
- O principal sinal é um nódulo endurecido e indolor no testículo; outros sintomas incluem sensação de peso no escroto, dor na virilha ou abdome e alterações hormonais.
- Entre 90% e 95% das pessoas podem ser curadas com diagnóstico e tratamento precoces; a cirurgia de retirada do testículo é o procedimento inicial comum, com avanços que permitem manter a qualidade de vida e fertilidade. As projeções indicam até 2.000 novos casos anuais no Brasil para 2026–2028.
O câncer de testículo permanece como o segundo tumor mais comum entre homens de 20 a 39 anos, segundo a IARC/OMS. Em 2022, foram registrados 38.665 novos casos globalmente. No Brasil, o cenário é preocupante, com 527 mortes pela doença em 2024.
Entre as vítimas nacionais, 61,67% tinham 20 a 39 anos, destacando o impacto na população em idade produtiva. A região Sudeste concentra a maior quantidade de óbitos, com São Paulo respondendo por quase 23% do total.
Gustavo Cardoso Guimarães, urologista e cirurgião oncológico, afirma que a doença tem alta chance de cura quando diagnosticada precocemente, entre 90% e 95%. A atenção aos sinais é essencial para o desfecho positivo.
O principal sinal é um nódulo endurecido e indolor no testículo. Outros sintomas incluem peso no escroto, dor na virilha ou no abdome e alterações hormonais. Muitos homens hesitam em buscar ajuda, confundindo com traumas ou infecções.
O tratamento inicial costuma ser a retirada cirúrgica do testículo afetado, que também fornece diagnóstico essencial. O acesso rápido a um urologista é determinante para o manejo adequado e a continuidade do cuidado.
As projeções para 2026 a 2028 indicam até 2.000 novos casos anuais no Brasil. Embora a mortalidade global permaneça baixa, depende da rapidez no diagnóstico e no tratamento.
Avanços médicos permitem manter a qualidade de vida após a cura, com opções de próteses para reconstrução estética e estratégias para preservar a fertilidade. Informar-se sobre sinais e facilitar o acesso ao especialista são medidas-chave.
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