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Desmatamento na Amazônia cai 17%, mas Xingu concentra 95% das perdas.

Desmatamento na Amazônia cai 17% no primeiro trimestre de 2026; queda anual de 36%, maior pressão em áreas protegidas no Xingu, com 95% do desmate em São Félix do Xingu

Desmatamento na APA Triunfo do Xingu. Na parte inferior da imagem, o Parque Nacional da Serra do Pardo, Unidade de Conservação Federal afetada pela ocupação desordenada da APA
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  • No primeiro trimestre de 2026, o desmatamento na Amazônia caiu 17%, passando de 419 km² para 348 km² entre janeiro e março, segundo o Imazon; é equivalente a cerca de sete mil campos de futebol.
  • No acúmulo do período agosto de 2025 a março de 2026, a redução é de 36%, com a área derrubada caindo de 2.296 km² para 1.460 km², o menor nível em oito anos.
  • Em março houve aumento de 17% ante março de 2025, de 167 km² para 196 km², indicando ponto de atenção na região.
  • Mato Grosso, Pará e Amazonas registraram as maiores quedas, com reduções de até cinquenta e dois por cento; Roraima teve alta de 21%, pulando de 184 km² para 222 km².
  • A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, foi a unidade de conservação mais desmatada (35,5 km²) e sozinha respondeu por mais de 95% do desmatamento registrado no município de São Félix do Xingu.

O desmatamento na Amazônia registrou queda de 17% no primeiro trimestre de 2026, segundo o Imazon. A área devastada caiu de 419 km² entre janeiro e março para 348 km² no mesmo período, equivalente a cerca de sete mil campos de futebol. No acumulado do calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a março de 2026, houve redução de 36%, passando de 2.296 km² para 1.460 km², o menor nível para esse intervalo em oito anos.

Apesar da queda, houve aumento pontual de desmatamento em março, com alta de 17% em relação a março de 2025, de 167 km² para 196 km². Pesquisadores ressaltam a necessidade de intensificar fiscalização e ações de conservação, aliadas a estratégias de bioeconomia que incentivem a floresta em pé.

Desempenho por estado

Mato Grosso, Pará e Amazonas apresentaram as maiores reduções, com quedas de até 52% no período. Roraima, por outro lado, registrou alta de 21%, passando de 184 km² para 222 km².

Entre os municípios mais pressionados, Caracaraí (RR) lidera o ranking com 84 km² desmatados, seguido por Feijó (AC) e Rorainópolis (RR). No Pará, São Félix do Xingu aparece entre os municípios mais impactados.

Áreas protegidas e foco de atuação

A Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, foi a unidade de conservação mais desmatada, com 35,5 km² derrubados, representando mais de três mil campos de futebol. Sozinha, essa área responde por mais de 95% do desmatamento registrado no município de São Félix do Xingu.

A pesquisadora Manoela Athaide enfatiza a necessidade de priorizar ações nessas localidades com estratégias contínuas de fiscalização para conter o avanço da derrubada. A região do Xingu, inclusive, concentra grande parte das pressões sobre áreas protegidas.

Degradação e contexto climático

A degradação florestal — danos parciais à vegetação — também recuou expressivamente, com apenas 11 km² em março de 2026, queda de 95% frente a março de 2025 e o menor nível para o mês em mais de uma década. No acumulado, a queda chega a 93%.

Roraima concentrou 82% da área degradada registrada em março, de acordo com o Imazon, possivelmente relacionada a condições climáticas mais secas no início do ano. A dinâmica atual ainda demanda vigilância constante para evitar retrocessos.

No conjunto, os pesquisadores destacam que a redução recente não neutraliza a importância de ações contínuas para frear o desmatamento e preservar a região amazônica, considerando as implicações climáticas e ambientais a longo prazo.

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