- A OpenAI lançou o GPT-5.5 em 23 de abril, apresentando-o como “uma nova classe de inteligência para trabalho real e para agentes”, com foco em planejamento, uso de ferramentas e execução autônoma de tarefas.
- O modelo é a primeira base retrenada desde o GPT-4.5, desenvolvido com os sistemas em rack GB200 e GB300 da NVIDIA, prometendo concluir tarefas com menos prompts e correções humanas.
- Em benchmarks, GPT-5.5 lidera o Terminal-Bench 2.0, SWE-Bench Pro e Expert-SWE, com desempenho superior ao GPT-5.4 e ao Claude Opus 4.7 em várias tarefas de planejamento, resolução de issues e raciocínio de contexto longo.
- O acesso à API custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, exatamente o dobro do GPT-5.4, mas a OpenAI afirma que a eficiência de token compensa parte do custo.
- No uso prático, mais de 85% dos funcionários já utilizam Codex semanalmente, e a empresa destaca casos como automação de processamento de dados de solicitações para construção de um framework de pontuação e risco.
OpenAI lançou o GPT-5.5 em 23 de abril, apresentando uma nova geração de IA capaz de planejar, usar ferramentas, verificar sua própria saída e executar tarefas de forma independente. O objetivo é atuar como agente em trabalhos reais, segundo a empresa.
O modelo retrainado substitui o GPT-4.5 e foi desenvolvido em parceria com os sistemas NVL72 da NVIDIA, GB200 e GB300. Com isso, tarefas que antes exigiam várias instruções podem ser encaminhadas de forma mais autônoma.
A disponibilização começou para usuários Plus, Pro, Business e Enterprise no ChatGPT e Codex, com acesso à API chegando no dia 24 de abril. A empresa frisa uma base de comparação com versões anteriores e com concorrentes.
Desempenho em benchmarks
No Terminal-Bench 2.0, o GPT-5.5 atinge 82,7% de aproveitamento, frente 75,1% do GPT-5.4 e 69,4% do Claude Opus 4.7. O teste avalia planejamento e coordenação de ferramentas em ambientes isolados.
No SWE-Bench Pro, que mede resolução de issues no GitHub, o GPT-5.5 chega a 58,6%, resolvendo mais problemas na primeira passagem. A novidade inclui o benchmark interno Expert-SWE, com tempo humano mediano estimado em 20 horas, e o modelo marca 73,1%.
Em raciocínio de longo contexto, a métrica MRCR v2 com um milhão de tokens mostra o GPT-5.5 em 74,0% frente 36,6% do anterior. O desempenho em MCP Atlas não tem score registrado pelo GPT-5.5, e a ausência foi usada pela OpenAI no quadro de benchmarks.
Eficiência de tokens e preço
A cobrança de API é de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, o dobro da tarifa do GPT-5.4. A OpenAI sustenta que o GPT-5.5 conclui tarefas do Codex com menos tokens, elevando a eficiência e, na prática, o custo efetivo fica próximo de 20% acima, conforme testes independentes.
A versão GPT-5.5 Pro, destinada a Pro, Business e Enterprise, custa US$ 30 por milhão de tokens de entrada e US$ 180 por milhão de tokens de saída. Ela inclui maior poder de computação paralela para problemas mais complexos e lidera modelos públicos no navegador agent com 90,1%.
Uso prático
A OpenAI afirma que mais de 85% dos trabalhadores já utilizam Codex semanalmente, em áreas como engenharia e marketing. Em um caso, a equipe de comunicações usou o GPT-5.5 para processar dados de seis meses de solicitações de fala, criando um marco de pontuação e risco para automatizar aprovações de baixo risco.
Greg Brockman classifica o lançamento como avanço real rumo ao tipo de computação esperado para o futuro, enquanto Jakub Pachocki comenta que o progresso recente avançou mais rápido do que parecia. A empresa afirma manter a latência por token compatível com o GPT-5.4, apesar do maior desempenho.
O que falta observar
Resta acompanhar se os ganhos de benchmark se traduzem em ganhos práticos para pipelines agentic. O Terminal-Bench sugere potencial para agentes autônomos de terminal e automação DevOps, enquanto a lacuna do MCP Atlas merece monitoramento em projetos com uso intenso de ferramentas.
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