- Japão planeja testar transmissão de energia gerada por painéis solares no espaço para a Terra, usando micro-ondas, em 2026 ou 2027, no programa batizado de Ohisama.
- O experimento prevê lançar um pequeno satélite com painel solar de aproximadamente 2 metros de diâmetro, em órbita a cerca de 450 quilômetros, para converter energia em micro-ondas e enviá-la a um ponto no Japão.
- A transmissão deve cobrir faixa de vinte a quarenta quilômetros; receptores terrestres estarão dentro de um raio de quarenta quilômetros, na região de Saitama, perto de Tóquio, com vários testes ao longo de meses.
- O projeto visa avaliar se o sistema funciona e qual área de recepção é necessária, além de estudar efeitos das micro-ondas na ionosfera, que pode impactar GPS e comunicações.
- A Jaxa também mira futura meta de lançar, até 2050, um grande satélite gerador em órbita geoestacionária (aproximadamente 36 mil quilômetros) capaz de produzir um gigawatt, com custo estimado alto e foco em reduzir o custo por quilowatt.
O Japão planeja testar a transmissão de eletricidade gerada por painéis solares no espaço para a Terra, usando micro-ondas. O experimento envolve uma colaboração entre Jaxa, Japan Space Systems e outras organizações, ainda neste ano fiscal 2026.
O teste será realizado com um satélite de cerca de 2 metros de diâmetro em órbita a 450 km de altitude. Ele converterá energia solar em micro-ondas e transmitirá para o território japonês, buscando validar a viabilidade da transmissão e a área necessária para recepção.
O projeto, batizado de Ohisama, pretende medir a cobertura da transmissão, estimando uma faixa de 20 a 40 km. Receptores ficarão em um raio de até 40 km ao redor de Saitama, perto de Tóquio, com vários ensaios ao longo de meses.
Tecnologia e objetivos
O experimento testa a capacidade do satélite de transmitir energia conforme o projetado e avalia impactos na ionosfera, onde existem elétrons e íons. A equipe busca entender se as micro-ondas podem interferir em sinais de GPS e em comunicações sem fio.
Um satélite de teste será lançado por um foguete Kairos, desenvolvido pela startup Space One. A proposta de 2026 marca o primeiro passo para avaliar a viabilidade de uma geração maior a ser explorada no espaço.
Perspectivas e desafios
Caso bem-sucedido, o projeto pode abrir caminho para futuras instalações de geração orbital de energia, incluindo metas a longo prazo de 1 gigawatt em órbita geoestacionária até 2050. O custo estimado de um satélite desse porte é alto, mas a meta é reduzir o custo por quilowatt em comparação com fontes terrestres.
A iniciativa destaca also a necessidade de acordos regulatórios para uso seguro das frequências de micro-ondas e para evitar impactos ambientais. Especialistas apontam que avanços tecnológicos, como controle de atitude e transmissão eficiente, serão centrais para o sucesso.
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