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Morre médico brasileiro pioneiro em transplante de fígado com doador vivo

Morre o médico Silvano Raia, pioneiro do transplante de fígado com doador vivo e referência em xenotransplantes, aos 95 anos

O professor, cirurgião e pioneiro em transplantes de fígado Silvano Raia morreu aos 95 anos
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  • Morreu aos 95 anos o médico brasileiro Silvano Raia, pioneiro em transplantes de fígado.
  • Em 1988, realizou o primeiro transplante de fígado com doador vivo no mundo; três anos antes já havia feito com doador falecido.
  • Foi professor titular da Universidade de São Paulo, ex-diretor da Faculdade de Medicina e criador da Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas.
  • Mantinha atuação na pesquisa de xenotransplantes, com participação no projeto XenoBR ao lado da geneticista Mayana Zatz.
  • Instituições como a Sociedade Brasileira de Hepatologia e a Academia Nacional de Medicina destacaram sua contribuição à medicina brasileira.

O médico brasileiro Silvano Raia, pioneiro em transplantes de fígado com doador vivo, morreu aos 95 anos nesta terça-feira. A notícia confirma fim de uma trajetória que abrangeu décadas de pesquisa, inovação e ensino médico no Brasil.

Raia construiu uma carreira marcada por avanços significativos no tratamento de fígado. Em 1988 realizou o primeiro transplante de fígado com doador vivo no mundo, consolidando seu papel de destaque na cirurgia hepática. Três anos antes, já havia inaugurado o transplante com doador falecido.

Ao longo de sua trajetória, o médico atuou como professor titular da USP e dirigiu a Faculdade de Medicina entre 1982 e 1986. Fundou a Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas, contribuindo para a formação de grande parte dos cirurgiões transplantadores do Brasil.

Raia manteve atuação ativa na pesquisa, destacando-se pela participação em projetos de xenotransplante. Em parceria com Mayana Zatz, liderou o projeto XenoBR, que busca utilizar órgãos de porcos geneticamente modificados para transplante, com foco em segurança.

Na semana anterior à sua perda, o Brasil viveu avanços na área com o nascimento do primeiro porco clonado destinado a fornecer órgãos para transplante, resultado de quase seis anos de trabalho. O feito reforça o interesse de Raia pelo tema.

A comunidade médica e instituições como a Sociedade Brasileira de Hepatologia agradeceram o legado do médico. A SBH ressaltou a importância de Raia para reduzir o sofrimento de pacientes na fila de transplante e para a formação de uma geração de especialistas.

Raia também integrava a Academia Nacional de Medicina desde 1991, ocupando a cadeira 30. Entidades de defesa da ciência destacaram sua visão pioneira, dedicação ao ensino e influência duradoura na medicina brasileira.

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