- Os combustíveis fósseis voltaram a ganhar espaço no setor elétrico da China no último trimestre, com variações climáticas e restrições da rede freando o crescimento das energias limpas.
- A energia termelétrica subiu 3,7% nos três primeiros meses de 2026, após recuo de 1% no ano anterior, a primeira queda anual em uma década.
- A geração de eletricidade continua sendo a maior fonte de gases de efeito estufa do país, e a recuperação das térmicas complica o progresso para reduzir emissões.
- O anúncio indica que, apesar de avanços em energia limpa, fatores climáticos e de infraestrutura podem manter a dependência de fósseis no curto prazo.
A China registrou o retorno dos combustíveis fósseis ao setor elétrico no último trimestre. A produção de energia térmica avançou 3,7% nos primeiros três meses de 2026, após queda de 1% no ano anterior. O recuo do ano passado foi o primeiro em uma década.
A geração de eletricidade continua sendo a principal fonte de gases de efeito estufa do país, e o recuo recente pode comprometer avanços já feitos nas metas de emissões. A mudança influencia o equilíbrio entre renováveis e fósis nos cortes de carbono.
A variação climática reduz o vento disponível e impõe limites à rede, contribuindo para o maior uso de carvão e outros fósseis. Analistas apontam que a dependência de fontes fósseis se intensificou devido às condições hidrometeorológicas recentes.
Motivos da retomada
- Ventos mais fracos limitam a produção de energia eólica, aumentando a demanda por geração térmica.
- Desafios de transmissão e capacidade de rede dificultam a integração de novas usinas renováveis.
- A demanda elétrica típica de pico permanece elevada no período, elevando o uso de fontes estáveis como o carvão.
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