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Café consumido no Brasil não tem nova fórmula nem causa calvície

ANVISA e especialistas desmentem alegação de nova fórmula no café que causaria calvície; fiscalização é rigorosa e não há evidências científicas

Dermatologista diz que não existe recomendação para evitar o consumo como prevenção à queda de cabelo.
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  • A Verificação do Estadão mostrou que a história é falsa: a Anvisa não recebeu denúncias de alterações na composição do café e não há evidências de que o café cause calvície.
  • A Anvisa mantém fiscalização rigorosa: permite apenas quatro aditivos autorizados para café, estabelece limites de contaminação por elementos químicos e monitora a ocratoxina A em todas as bebidas.
  • Sobre a ocratoxina A, não há relação comprovada com queda de cabelo; estudos sobre cafeína são inconclusivos e, quando usados topicamente, podem ter efeito diferente.
  • A agência aponta que há limites para matérias estranhas no café (1,5% de areia ou cinzas; até 60 fragmentos de insetos por 25 g), mas não permite presenças de insetos ou impurezas acima do permitido.
  • Não existe investigação federal sobre café contaminado causando calvície; houve apreensão de café impróprio no Rio de Janeiro e a indústria afirma manter padrões de segurança e qualidade.

O Café consumido no Brasil não tem nova fórmula nem causa calvície. A Anvisa e especialistas reiteram que a produção é fiscalizada de forma rigorosa e que não há evidências científicas de relação entre café e queda de cabelo.

O Verifica, ao revisar o tema, identificou que não houve denúncias oficiais sobre alterações na composição do café. A legislação brasileira, segundo especialistas, estabelece controles rígidos para a bebida desde a lavoura até a mesa do consumidor.

Regulação e limites de impurezas

A Anvisa esclarece que termos genéricos como produtos químicos não aparecem na legislação sanitária. A agência monitora aditivos autorizados e define limites para contaminação por substâncias como metais pesados e ocratoxina A.

Em relação à ocratoxina A, a entidade explica que o fungo produtor pode ocorrer em frutos danificados, mas os limites legais são claros e se aplicam a todos os cafés, independentemente do nível de qualidade. O controle é mantido por meio de inspeções e regras técnicas.

Defeitos e qualidade dos grãos

O Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece regras distintas para impurezas que ocorrem na lavoura, incluindo o somatório permitido de matérias estranhas. A Portaria regula especialmente a classificação, a torra e a rotulagem do café, sem alterar a composição do produto.

Especialistas ressaltam que defeitos naturais de grãos não equivalem a impurezas proibidas. O setor cafeeiro afirma manter padrões de qualidade e segurança que asseguram o consumo dentro da legalidade, com controles de fábrica, processamento e fiscalização contínuos.

Fraudes e apreensões

Casos de café impróprio para consumo são objeto de atuação de fiscalização. Em 2025, houve apreensão de lotes não regulados no Rio de Janeiro após denúncias da Abic. A entidade destaca que fraudes são pontuais e combatidas com rigor pelos órgãos competentes.

A conclusão do órgão regulador, com base em especificações técnicas, é que o café brasileiro continua sob controle efetivo. Não há evidências de uma investigação federal sobre impactos nutricionais do café na saúde capilar.

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