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Causa da queda nas taxas de fertilidade não é biológica

A queda da fertilidade não é biológica; condições econômicas e uso de smartphones são fatores prováveis que impactam o acoplamento de casais

‘Infertility has been staying around the same or decreasing in developed countries in recent years.’
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  • O pesquisador Peter Foreshaw Brookes afirma que condições econômicas e o uso de smartphones, com seus efeitos no acoplamento, são causas prováveis da queda da fertilidade.
  • Uma meta-análise recente mostrou aumento das contagens de espermatozoides nos Estados Unidos em anos recentes.
  • O tempo para concepção aumentou na Grã-Bretanha no fim do século passado e permaneceu estável nos EUA entre 2002 e 2017 para mulheres com menos de 30 anos.
  • A infertilidade tem se mantido estável ou caído em países desenvolvidos nos últimos anos.
  • A queda recente da fertilidade não é atribuída a danos ambientais na fertilidade; o pico de natalidade ocorreu entre 2007 e 2010, sugerindo que condições econômicas e uso de smartphones expliquem melhor o fenômeno.

A queda global da fertilidade tem várias causas, mas o aumento da infertilidade biológica não é uma delas, segundo análises recentes. Estudos revisados indicam que a dependência de químicos e mudanças climáticas não explicam sozinhas a tendência recente. A fertilidade não caiu por fatores biológicos amplos.

Uma meta-análise recente, que controlou variações regionais, revelou que a contagem de espermatozoides aumentou nos Estados Unidos nos últimos anos. Assim, mecanismos biológicos de infertilidade não parecem ser o motor da queda observada.

O tempo para a concepção, indicador direto de fertilidade, mostrou estágios variados: aumentos históricos em alguns países e estabilidade em outros. Dados de países desenvolvidos apontam que a fertilidade envolve fatores diferentes do que se imaginava.

A análise sugere que o turning point ocorreu entre 2007 e 2010, quando as taxas passaram a declinar em grande parte do mundo ocidental. Por isso, é mais relevante observar condições econômicas e uso de smartphones como potenciais causas da baixa.

Possíveis causas da queda da fertilidade

Em condições econômicas, desemprego, salário real e custo de vida influenciam decisões familiares. Estudos indicam que tensões financeiras podem reduzir planos de ter filhos e adiar concepções.

O uso de smartphones impacta o cotidiano dos casais, incluindo a interação social e a intimidade. Pesquisas exploram como padrões de conectividade podem afetar a formação de laços e a decisão de procriar.

Autoras e autores ressaltam que, mesmo com dúvidas sobre fatores biológicos, as evidências até o momento não apontam para uma crise biológica direta de fertilidade. A prioridade é entender contextos econômicos e comportamentais.

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