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Cientistas criam máquina que lê pensamentos com 79% de precisão, sem cirurgia

Decodificação cerebral sem cirurgia atinge até 79% de precisão, abrindo caminho para comunicação de pacientes com derrames e doenças neurodegensivas

Cientistas criaram uma máquina que lê seus pensamentos com 79% de precisão sem cirurgia nenhuma
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  • Cientistas desenvolveram uma máquina que lê pensamentos com até 79% de precisão sem cirurgia, usando ressonância magnética funcional.
  • O sistema usa IA para interpretar a atividade cerebral e transformar ideias em palavras, preservando a essência do pensamento.
  • Em testes, voluntários ouviram podcasts por horas e a tecnologia associou padrões de oxigenação cerebral às ideias, alcançando 79% de eficácia em condições controladas.
  • A aplicação prática mira devolver a voz a pessoas com derrames ou doenças neurodegenerativas, permitindo comunicação sem movimentos musculares.
  • Existem debates éticos sobre privacidade mental e uso adequado dos dados, com a necessidade de cooperação do usuário e treinamento específico.

O avanço anunciado envolve leitura de pensamentos sem cirurgia. Segundo a CBS Austin, cientistas da Universidade do Texas desenvolveram uma máquina que decodifica atividade cerebral com até 79% de precisão, usando apenas ressonância magnética funcional.

O sistema opera de forma externa, mapeando o fluxo sanguíneo no cérebro para identificar padrões de linguagem e intenção de fala. A leitura ocorre sem invasão, o que reduz riscos de infecção e rejeição em comparação a métodos invasivos.

A decodificação não traduz palavras palavra por palavra, mas capta o significado por trás das ideias. Modelos de linguagem, similares aos usados em IA, analisam o contexto para manter coerência nas mensagens.

Aplicações práticas

  • A principal aplicação apontada é permitir comunicação a pacientes que perderam a fala por derrames ou doenças neurodegenerativas, usando apenas a atividade cognitiva preservada.
  • Em testes, voluntários ouviram podcasts por horas para treinar a associação entre ideias e sinais cerebrais, com resultados até 79% em situações controladas.

Questões éticas e limites

Especialistas destacam a necessidade de consentimento total e treinamento prévio para operar o sistema. Perguntas sobre privacidade mental envolvem quem acessaria os dados neurais e como evitar usos indevidos.

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