- Duas ilhas artificiais de energia serão criadas: uma no Mar do Norte com capacidade inicial de três a quatro GW, chegando a dez GW, e outra ancorada em Bornholm, no Mar Báltico, gerando 3,8 GW e abastecendo Dinamarca e Alemanha.
- A energia gerada será transmitida por cabos submarinos com tecnologia de corrente contínua de alta tensão (HVDC) para a Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido.
- A proposta prevê também a produção de hidrogênio verde a partir do excedente de energia, ampliando o alcance do projeto para além da rede elétrica.
- O investimento total é de US$ 30 bilhões, com obras a partir de 2026 e a primeira ilha operando até 2033; a Dinamarca mira zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.
- Desafios incluem impactos ambientais no Mar do Norte e a complexidade técnica de integrar redes elétricas entre diferentes países, mas os beneficios são considerados superiores aos obstáculos.
A Dinamarca planeja habitar o mar com ilhas artificiais de energia para capturar vento de alto-mar. O objetivo é abastecer milhões de residências, com a primeira fase capaz de atender até 10 milhões de casas. O projeto é apresentado como o maior de infraestrutura já feito no país e fundamental para reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis.
As ilhas de energia agregam a eletricidade de diversos parques eólicos e a distribuem para várias nações. Diferente de parques offshore comuns, funcionam como centrais de distribuição flutuantes, com turbinas mais distante da costa e ventos mais estáveis. O governo prevê duas ilhas, no Mar do Norte e perto de Bornholm, no Mar Báltico.
Como funcionará
A energia gerada seguirá por cabos submarinos em corrente contínua de alta tensão (HVDC), para reduzir perdas em longas distâncias. Países como Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido receberão parte da eletricidade por meio dessas interconexões. Também haverá produção de hidrogênio verde a partir do excedente, ampliando o alcance do projeto.
A ilha do Mar do Norte terá capacidade inicial entre 3 e 4 GW, com potencial de chegar a 10 GW. Ela pode suprir entre 5 e 10 milhões de residências. O hub de Bornholm, no Mar Báltico, gerará cerca de 3,8 GW, abastecendo Dinamarca e Alemanha. Juntos, os hubs colocam a Dinamarca como referência em eólica offshore.
Dados e impactos
A Dinamarca planeja investimentos superiores a US$ 30 bilhões, com participação pública e privada. As obras devem começar em 2026, com a primeira ilha operando por volta de 2033. O país mantém meta de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. Além de energia, o projeto mira produção de hidrogênio para uso em transporte marítimo, aviação e indústria pesada.
Desafios e visão regional
Entre os obstáculos, destacam-se questões ambientais, como o impacto sobre ecossistemas marinhos e a qualidade da água durante a construção da ilha no Mar do Norte. Do ponto técnico, a sincronização de redes elétricas de diferentes países exige acordos regulatórios e investimentos em conversão de padrões.
A iniciativa pode inspirar outros países com ventos contínuos no mar. Coreia do Sul, Japão e Reino Unido já estudam propostas similares. O projeto dinamarquês sinaliza uma mudança na ideia de matriz energética compartilhada, com o Mar do Norte virando um centro de energia renovável na Europa.
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