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OAB-PR e G7 vão ao STF para retomar criação do TRF Paraná

OAB do Paraná e o G7 Paraná buscam no STF a criação do Tribunal Regional Federal no estado, para reduzir a fila de processos e ter menor custo para a União

Câmara dos Deputados aprovou criação do TRF Paraná em 2013. (Foto: Unsplash)
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  • OAB/PR e o G7 Paraná se reuniram na terça-feira (28) para definir estratégias de levar novamente ao STF a criação do Tribunal Regional Federal no Paraná, já aprovada em 2013 e vetada na época.
  • A proposta busca instalar o TRF em Curitiba para reduzir a fila de processos e acelerar o judiciário, mantendo custo baixo para a União.
  • Atualmente, o TRF quatro recebe cerca de 1 milhão de processos por ano e tem mais de 2 milhões de ações paradas; a implantação no Paraná pode trazer maior celeridade.
  • O encontro contou com a presença do vice-governador do estado, Darci Piana, e as próximas ações envolvem conversas individuais com entidades do G7 para definir os passos seguintes.
  • A Emenda Constitucional 73/2013 previa quatro TRFs; a liminar que suspendeu a criação foi dada pelo ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, após ADI da Associação Nacional dos Procuradores Federais; a estratégia é viabilizar o TRF com baixo custo, possivelmente usando uma sede existente.

OAB/PR e G7 Paraná se reúnem para retomar a criação do TRF no estado. O objetivo é levar a questão ao STF e ampliar a tela regional de Justiça no Paraná, com antecedência de uma possível instalação em Curitiba. A iniciativa ocorreu após a reunião na terça-feira (28), que definiu estratégias para o retorno do tema. O Fórum busca demonstrar ao STF a necessidade de um TRF próprio para reduzir filas e custos à União.

De acordo com Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep e coordenador do G7, o foco é desafogar processos acumulados e aumentar a velocidade de decisões. A proposta envolve um TRF em operação local que possa beneficiar não apenas o Paraná, mas também estados vizinhos, conforme a viabilidade jurídica e administrativa.

O TRF4, responsável pela região, recebe hoje cerca de 1 milhão de processos por ano, com mais de 2 milhões de ações paradas. Sem sede própria, recursos são enviados a Porto Alegre, o que aumenta a morosidade. A ideia é que a instalação ocorra em Curitiba, reduzindo o tempo de tramitação.

A Emenda Constitucional 73/2013 aprovou a criação de quatro TRFs, mas teve a concessão de liminar derrubada pela presidência do STF na época. A liminar foi suspensa, e a criação do TRF no Paraná não avançou desde então. O grupo argumenta que a nova leitura abrange custos menores para a União.

O encontro contou com a participação do vice-governador Darci Piana e abriu caminho para conversas futuras com parlamentares e entidades do setor produtivo. O próximo passo envolve diálogos direcionados para angariar apoio, mantendo o tema como prioridade administrativa.

Entre as propostas discutidas estão a exploração de sede já existente, por meio de concessão, e o reaproveitamento de parte do corpo de desembargadores e funcionários. Segundo Meneguette, essas soluções poderiam reduzir gastos e facilitar a implantação do TRF no Paraná.

A OAB/PR, representada pelo presidente Luiz Fernando Casagrande Pereira, defende a derrubada da liminar que impede o TRF no estado. Não há calendário formal divulgado para as ações que seguirão, cabendo ao grupo definir as próximas etapas e as conveniências estratégicas junto às entidades parceiras.

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