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Estúdio News analisa disputa por terras raras essenciais para tecnologias modernas

Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas participa com apenas 0,02% da produção global, em meio à disputa tecnológica com a China

Edinei Koester, Caetano Juliani e Renata Caetano
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  • Estúdio News discute as terras raras, grupo de dezessete elementos essenciais para tecnologias modernas, no sábado, na Record News, às 22h15.
  • O desafio está na extração e, principalmente, no processamento, etapas caras e com potencial impacto ambiental.
  • O Brasil tem a segunda maior reserva mundial e estimativas indicam reservas superiores a R$ 23 trilhões, o que representaria cerca de 186% do PIB; porém, participa de apenas 0,02% da produção global.
  • A China domina a produção e o refino; Estados Unidos e Europa buscam reduzir a dependência, enquanto o Brasil é visto como potência adormecida com potencial histórico em areias monazíticas.
  • O desafio brasileiro é transformar recursos geológicos em produtos de alto valor agregado, exigindo planejamento, investimento e uma política nacional capaz de gerar desenvolvimento.

O Estúdio News vai ao ar na RECORD NEWS neste sábado (2) às 22h15 para discutir a disputa pelas terras raras, elementos fundamentais para tecnologias modernas. O programa aborda quem domina a produção, por que esses minerais são estratégicos e como afetam economia e geopolítica.

As terras raras são um grupo de 17 elementos usados em celulares, veículos elétricos, turbinas e equipamentos médicos. A extração e o processamento representam grandes desafios técnicos, ambientais e econômicos, segundo especialistas ouvidos pela produção.

Edinei Koester, professor da UFRGS, explica que esses elementos são essenciais para a indústria bélica, ambiental e tecnológica, ainda que não sejam tão raros na natureza. O foco está na cadeia produtiva, desde a extração até o processamento.

No dia a dia, o uso é generalizado: motores de carros elétricos dependem de neodímio, e gadolínio aparece em exames de ressonância magnética. A compreensão desses elementos é vista como crucial para o desenvolvimento do país.

Estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento apontam que as reservas brasileiras poderiam superar R$ 23 trilhões, equivalente a cerca de 186% do PIB. Mesmo assim, o Brasil ainda precisa avançar na compreensão de seus recursos.

Segundo o docente, o principal gargalo é transformar recursos naturais em produtos com valor agregado. A limitação histórica de agregar valor é destacada como desafio estratégico do país.

Caetano Juliani, da IGc/US, afirma que o Brasil tem potencial para se tornar ator relevante. Ele cita o trabalho inicial com areias monazíticas no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia.

Apesar de haver reservas, o país ainda lida, em muitos casos, apenas com recursos geológicos. Etiquetas como depósitos em argilas iônicas apontam para novas possibilidades, com potencial de expansão produtiva.

Do ponto de vista geológico, o Brasil é visto como promessa ao lado da China, segundo Juliani. A transição energética e a eletrificação elevam a importância das terras raras no cenário global.

Para o Brasil, a oportunidade é clara, mas requer planejamento, investimento e segurança jurídica. Uma política nacional capaz de transformar riqueza natural em desenvolvimento é considerada essencial.

Potencial e desafios no Brasil

O Estúdio News reforça que o país detém a segunda maior reserva mundial, mas participa de apenas 0,02% da produção global. O tema é apresentado como parte de uma estratégia de diversificação econômica.

A cobertura destaca ainda que Estados Unidos e Europa tentam reduzir a dependência de importação, enquanto o Brasil busca se consolidar como player relevante. A mudança depende de políticas públicas e investimentos em pesquisa.

A transmissão deste sábado enfatiza a importância geopolítica das terras raras, em especial diante da transição tecnológica e de uma corrida por supply chains mais resistentes. As informações são apresentadas com enfoque técnico e objetivo.

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