- Estudo piloto de Oxford aponta que tomografia computadorizada com traçador molecular maraciclatide pode detectar endometriose em estágio precoce, acelerando o diagnóstico.
- A técnica foi testada em dezenove pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeito; acertou a presença ou ausência da doença em dezoito casos e, entre dezoito? Não, segue: em dezoito dezoito. Vamos ajustar:
- A técnica acertou a presença ou ausência da doença em 16 de 19 casos, e identificou corretamente 14 de 17 casos confirmados por cirurgia.
- Atualmente, o diagnóstico definitivo ainda depende de laparoscopia; a nova abordagem pode oferecer ferramenta não invasiva para diagnóstico e monitoramento.
- A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres no Reino Unido e, em média, leva nove anos para obter diagnóstico, com sintomas variados.
A necessidade de um diagnóstico rápido para a endometriose afeta milhares de mulheres no Reino Unido. Em uma pesquisa piloto da Universidade de Oxford, uma nova técnica de quadro com tomografia computadorizada pode detectar sinais precoces da doença, muitas vezes não vistos em exames convencionais.
A endometriose é causada pelo crescimento de células semelhantes às do revestimento do útero fora dele. O diagnóstico pode levar em média nove anos, com sintomas que variam de menstruação intensiva a cansaço extremo, dificultando o manejo diário.
Na pesquisa, 19 pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeito foram submetidas a uma CT com traçador molecular maraciclatide, que se liga a áreas de formação de novos vasos sanguíneos, indicadoras de estágios iniciais da doença. A técnica detectou corretamente a presença ou ausência de endometriose em 16 casos.
Resultados preliminares e próximas etapas
A equipe liderada pela Oxford e pela Serac Healthcare aponta que o método pode ser útil para diagnosticar endometriose superficial, a forma mais comum e difícil de identificar. O estudo também sugere potencial para monitorar a evolução da doença e a resposta a tratamentos.
Especialistas externos destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmar os resultados em amostras maiores. Também ressaltam que o uso de radiação exige avaliação cuidadosa, comparando riscos com os procedimentos atuais, como a laparoscopia.
Contexto e perspectivas
A pesquisa foi publicada na Lancet Obstetrics, Gynaecology and Women’s Health. A técnica envolve exposição à radiação, o que demanda análise de risco-benefício. A ideia é oferecer diagnóstico mais rápido e menos invasivo, evitando algumas retrabalho de exames.
Entre as participantes do estudo, não há relatos de efeitos adversos imediatos. Os próximos passos incluem ampliar o estudo, padronizar o protocolo e avaliar a aplicabilidade clínica em diferentes cenários.
Entre na conversa da comunidade