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Perda de florestas tropicais cai em 2025, mas metas globais permanecem fora do alvo

Desmatamento de florestas tropicais cai em 2025, mas metas de 2030 permanecem distantes; incêndios destacam risco climático

Cattle stand near a wooded area smoldering in the Alvorada da Amazonia region in Novo Progresso, Para state. Leaders of the Group of Seven nations said Sunday they are preparing to help Brazil battle fires burning across the Amazon region and repair the damage as tens of thousands of soldiers got ready to join the fight against blazes that have caused global alarm.
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  • Em 2025, a perda de floresta tropical primária caiu 36% em relação a 2024; a perda não-queimada também recuou, em 23%.
  • A área total dizimada foi de 4,3 milhões de hectares, quase o dobro de um século atrás, representando queda ainda assim 46% em comparação com uma década atrás.
  • Apesar da queda, o mundo permanece bem longe da meta de 2030 de interromper e reverter a perda florestal, com níveis atuais cerca de 70% acima do necessário.
  • O Brasil registrou a menor taxa de perda primária não-queimada já observada, em torno de 1,63 milhão de hectares, queda de 41% frente a 2024, com fortalecimento da fiscalização ambiental.
  • Madagascar teve a maior perda proporcional entre países, quase 2% de suas florestas remanescentes em 2025; Bolívia ficou em segundo lugar global, com 620.630 hectares dizimados, impulsionada por fogo e expansão agrícola.

O recorte parcial de desmatamento em florestas tropicais registrou queda acentuada em 2025, segundo dados de monitoramento por satélite. O uso de dados da equipe GLAD da Universidade de Maryland revela redução de 36% na perda de florestas primárias tropicais em relação a 2024, com queda de 23% na perda de áreas não afetadas por fogo. As informações são apresentadas na plataforma Global Forest Watch.

Mesmo com o recuo, a perda total continua elevada, apontando para um cenário ainda desfavorável. Em 2025, as florestas tropicais perderam 4,3 milhões de hectares de floresta primária, volume 46% maior do que há uma década. A taxa permanece acima do necessário para cumprir metas globais.

O conjunto de números sugere avanços com políticas e fiscalização, mas não indica transformação uniforme. Pesquisadores ressaltam que a pior parte pode estar associada a incêndios cada vez mais intensos, impulsionados pelas mudanças climáticas.

Países que seguram a linha

Entre os países, alguns perdem florestas rapidamente apesar de não figurar entre os maiores emissores absolutos. Côte d’Ivoire, Honduras, Guatemala, Laos, Madagascar, Cambodja, Paraguai e Nicarágua aparecem nesse grupo, com perda de cerca de 1,3% ao ano de suas florestas primárias restantes, em alguns casos acima de 2,5%.

Madagascar registrou a maior perda proporcional de 2025, com quase 2% de suas florestas remanescentes destruídas em um único ano. A dinâmica aponta para fragmentação crescente e vulnerabilidade de áreas conservadas, com a erosão constante das reservas.

Destaques por país

Brasil atingiu o menor ritmo de perda de florestas primárias não queimadas desde que passaram a ser monitoradas. Em 2025, o país registrou 1,63 milhão de hectares de perda, queda de 41% frente a 2024, atrelada a maior atuação de fiscalização ambiental e ao PPCDAm. A tendência brasileira contrasta com o aumento de risco por fatores como fogo e expansão agrícola.

O Peru encerrou o ano com desafios em áreas de floresta amazônica, enquanto o Congo (DRC) manteve a terceira posição no total de área de floresta remanescente, registrando queda de 5% na perda primária, porém o registro de perda não-fogo atingiu recorde.

Indonésia, quarta no ranking, somou 296 mil hectares de perda primária em 2025, alta de 14% em relação a 2024. Políticas de moratória a novos licenciamentos em florestas primárias e pântanos contribuíram para a redução de longo prazo, mas pressões persistem, especialmente por meio de programas de preparo de terras.

Bolívia destacou-se pelo crescimento da perda de florestas primárias, com 620.630 hectares abatidos em 2025, impulsionados pela expansão de criação de gado, cultivo agrícola e ciclos de fogo mais severos. A elevada vulnerabilidade está ligada à governança fraca e à falta de medidas de gestão.

Perspectiva e impactos

Especialistas ressaltam que a queda de 2025 pode refletir uma redução sazonal de grandes incêndios, não ainda uma reversão estável do desmatamento. A influência de mercados, governança e clima permanece volátil, elevando a necessidade de políticas contínuas e incentivos econômicos para manter as florestas em pé.

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