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Excesso de peso compromete durabilidade do caminhão

Excesso de peso sobrecarrega suspensão, freios e transmissão, elevando custos de manutenção e riscos de acidentes e tombamentos

Foto: Divulgação/Nakata / DINO
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  • Excesso de peso acima da capacidade máxima de tração compromete a durabilidade das peças e aumenta os custos com manutenção.
  • Sistemas mais afetados: suspensão (molas com desgaste e rachaduras), freios (desgaste de lonas, pastilhas e aquecimento do fluido) e transmissão (embreagem, engrenagens e cardan), além do motor e do chassi.
  • O peso extra eleva o centro de gravidade, aumenta a distância de frenagem e eleva o risco de acidentes, incluindo tombamentos em curvas.
  • A prática de sobrepeso é associada a prejuízos financeiros e queda na segurança viária, não sendo sustentável a longo prazo.
  • Recomendações: pesagem na origem, conferência de carregamento, distribuição adequada da carga e monitoramento por telemetria.

O excesso de peso em caminhões compromete a durabilidade dos componentes e aumenta os riscos operacionais. Especialistas da Nakata afirmam que operar além da capacidade máxima de tração leva as peças ao limite do estresse, elevando custos de manutenção corretiva e colocando ocupantes e usuários das estradas em risco.

No setor de transporte de cargas, a busca por lucro pode incentivar a sobrecarga. O peso extra sobrecarrega sistemas mecânicos, reduzindo a vida útil do veículo e gerando um ciclo de desgaste que impacta diretamente os custos operacionais.

A prática não se resume a uma infração de trânsito: gera danos que vão do chassi aos conjuntos de transmissão, passando por freios, suspensão e motor. O resultado é maior probabilidade de falhas e paradas não programadas.

Peças que sofrem com o sobrepeso

A suspensão é um dos sistemas mais impactados. Molas podem perder arqueação, apresentar trincas e até quebras, com desgaste adicional em peças periféricas. O calor excessivo também pode degradar fluido de amortecedor e romper retentores, provocando vazamentos.

O sistema de freio sofre sob a demanda extra de energia cinética. Lonas e pastilhas aceleram o desgaste; tambores e discos podem deformar por temperatura, e o fluido pode aquecer além do limite, gerando ebulição e perda de eficiência.

Além disso, o excesso de peso atinge a transmissão, prejudicando embreagem, engrenagens do diferencial e cruzetas do cardan. O motor trabalha em rotações e temperaturas mais altas, acelerando a degradação do óleo e o desgaste de peças como bronzinas. O chassi pode sofrer empenamentos nas longarinas, com desgaste prematuro de pneus e risco de estouros por superaquecimento.

Mais gastos e menos segurança

A alteração do centro de gravidade eleva a distância de frenagem e aumenta o risco de acidentes, incluindo tombamentos em curvas. A consequência prática é maior custo de reparos, com impacto na disponibilidade da frota.

Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata, ressalta que não há economia na prática: o sobrepeso gera despesas com manutenção, reduz a vida útil de componentes e compromete a segurança viária.

Estratégias de mitigação para frotistas

Para manter lucratividade e segurança, é essencial fazer pesagem rigorosa na origem, com protocolos de conferência no carregamento. A conscientização da equipe sobre distribuição adequada da carga é crucial, junto com o monitoramento por telemetria para controle em tempo real.

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