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Gripe: três estados ainda não estão em nível de alerta

Fiocruz: apenas RJ, SP e RS não estão em alerta; resto do país registra alta de SRAG por influenza A e VSR, com vacinação como proteção

Vacinação: melhor ferramenta para evitar a gripe (Tomaz Silva/Agência Brasil)
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  • Apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não estão em alerta, risco ou alto risco para SRAG; o restante do país registra aumento nos casos.
  • Entre 19 e 25 de abril, houve crescimento de SRAG associado a influenza A e ao vírus sincicial respiratório (VSR) em várias regiões e estados.
  • Ao todo, foram 1.960 mortes por SRAG, com 852 confirmadas em laboratório; influenza A foi responsável por 39,1% das mortes, seguido por Sars-CoV-2 (27,9%).
  • A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou na última semana de março e vai até 30 de maio, priorizando crianças, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.
  • Gestantes podem vacinar para proteger o bebê contra VSR a partir da 28ª semana; há também nirsevimabe para alguns bebês de alto risco. No SUS, a vacina é trivalente; gratuitamente, há opções quadrivalentes na rede privada, incluindo a de alta dose Efluelda para acima de 60 anos.

O boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que a circulação de vírus respiratórios no Brasil segue com elevada transmissão. Influenza A e VSR permanecem associados a casos graves de SRAG, com apenas três estados sem estágio de alerta.

Entre 19 e 25 de abril, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não estavam em alerta, risco ou alto risco para SRAG. O restante do país apresenta crescimento de casos de doenças respiratórias típicas da temporada.

Circulação de vírus

A tendência é de manutenção do crescimento de SRAG por influenza A em estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. Também há registro de alta no Norte (Acre, Rondônia, Roraima) e Nordeste (Alagoas, Paraíba). Goiás e Sergipe mostraram interrupção.

O estudo aponta aumento do VSR, especialmente em crianças de até 2 anos, com registro de crescimento em diversos estados. Bebês permanecem entre os grupos mais vulneráveis a complicações como bronquiolite e pneumonia.

Vacinação e proteção

A principal ferramenta de proteção continua a vacinação. Grupos prioritários — crianças, idosos, imunocomprometidos e pessoas com comorbidades — devem se vacinar com a dose atualizada durante a campanha, que vai até 30 de maio.

O SUS oferece vacinação tríplice contra influenza; na rede privada há quadrivalente e opções para idosos. Gestantes podem receber vacina contra VSR a partir da 28ª semana, para proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

Dados de circulação e mortalidade

Quase 38,3% dos casos positivos foram rinovírus, 26,4% influenza A e 21,5% VSR. Foram registrados 1.960 óbitos por SRAG, com 852 confirmações em laboratório. Influenza A representou 39,1% das mortes entre as causas listadas.

A Fiocruz ressalta que a vacinação reduz formas graves que levam a internações e mortes. Mesmo com a queda de casos de COVID-19, o vírus permanece circulante e reforça a necessidade de medidas de higiene.

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