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Nefrologista explica quando inchaço nas pernas pode indicar doença renal

Edema nas pernas pode indicar falência renal; diagnóstico precoce define tratamento e investiga causas como síndrome nefrótica, nefrítica ou doença renal crônica

Mulher de roupão com mais nas pernas - inchaço nas pernas - Metrópoles
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  • O inchaço nas pernas pode ser sinal de falha dos rins em filtrar o sangue, levando à retenção de água e sódio no corpo.
  • Edema renal costuma ser mole ao toque (causa o sinal “cacifo”) e pode aparecer no rosto pela manhã ou nos tornozelos ao longo do dia.
  • Três condições associadas ao edema renal são: síndrome nefrótica, síndrome nefrítica e doença renal crônica em estágio avançado; cada uma exige avaliação médica para definir o tratamento.
  • Diferentes padrões ajudam na investigação: edema mais mole e com marcas na pele na síndrome nefrótica; edema com pressão alta e, às vezes, sangue na urina na síndrome nefrítica; edema associado à elevação da creatinina e menor volume urinário na doença renal crônica.
  • Para confirmar a causa, costuma-se solicitar exames como ureia, creatinina, proteinograma, pro-BNP e sorologias virais; imagens podem ser usadas para identificar complicações associadas.

O inchaço nas pernas pode sinalizar falha dos rins em filtrar o sangue, levando ao acúmulo de água e sódio no corpo. Embora associado ao cansaço, não é a única causa. Quando o edema aparece ao acordar ou se agrava ao longo do dia, é essencial investigar a função renal.

O edema de origem renal costuma ser mole e depressível ao toque, chamado clinicamente de cacifo. Em três condições clínicas principais — síndrome nefrótica, síndrome nefrítica e doença renal crônica avançada — o quadro pode se manifestar com edema volumoso, exigindo avaliação médica para definir o tratamento adequado.

Segundo o nefrologista Lúcio Maurício Isoni, o diagnóstico depende dos padrões de edema. A presença de edema facial pela manhã, ou edema nos tornozelos ao fim do dia, ajuda a distinguir entre causas. A pressão alta e sangue na urina acompanham a síndrome nefrítica; já a elevação da creatinina e redução do volume urinário sugerem doença renal crônica.

Para orientar o tratamento, o médico ressalta que diuréticos podem ser eficazes em edema nefrítico e na doença renal crônica. Em quadros de síndrome nefrótica com hipovolemia, no entanto, diurese agressiva pode piorar a condição. A avaliação médica é indispensável para confirmar a origem do edema.

A investigação envolve exames laboratoriais como ureia, creatinina, proteinograma, pro-BNP e sorologias virais. Em alguns casos, exames de imagem ajudam a identificar complicações como congestão pulmonar ou derrame pleural, indicativos de retenção de líquido.

Quando o edema é volumoso ou persistente, é fundamental buscar avaliação clínica. O diagnóstico preciso orienta a estratégia terapêutica e evita tratamentos inadequados, mantendo o foco na função renal e no bem-estar do paciente.

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