- O Antonov AN-225 Mriya, projetado nos anos oitenta, pode carregar até 250 toneladas e tem envergadura de 88,4 metros, sendo o maior avião de carga já produzido.
- Possuía seis motores a jato e um trem de pouso com 32 rodas para distribuir o peso de até 640 toneladas na pista, exigindo pistas de categoria especial segundo a ICAO.
- Foi criado para transportar o ônibus espacial soviético Buran, incluindo uma cauda com formato duplo (cauda em H) para manter a estabilidade com a carga externa.
- Após o fim do programa espacial, foi adaptado à frota comercial da Antonov Airlines, movendo cargas extremas como geradores de energia e lâminas de turbinas eólicas; durante a pandemia transportou suprimentos médicos em voos únicos.
- A aeronave foi destruída em 2022, e a fabricante apontou planos de reconstrução usando a fuselagem de uma segunda unidade, embora com custos e desafios tecnológicos significativos.
O Antonov An-225 Mriya, a maior aeronave de carga já construída, tinha envergadura de 88 metros e capacidade de transportar até 250 toneladas. O projeto, que começou na década de 1980, visava levar o ônibus espacial soviético Buran acoplado às costas do avião. O conjunto exigia seis motores e um trem de pouso com 32 rodas para distribuir o peso de até 640 toneladas na pista.
A aeronave apresentava uma cauda em X com estabilizador duplo, solução necessária para manter a estabilidade com a carga externa. Além disso, foi adaptada à frota comercial da Antonov Airlines após o fim do programa espacial, tornando-se um ícone da engenharia do leste europeu. Registros de órgãos internacionais indicam exigência de pistas de categoria especial para operação.
Arquitetura e capacidades
O Mriya contava com seis motores turbofan e um compartimento de carga de 1.300 metros cúbicos. A velocidade de cruzeiro atingia cerca de 800 km/h, e a aeronave media 84 metros de comprimento.
Recordes logísticos
Entre as marcas, destacavam-se a envergadura de 88,4 metros, o maior espaço de carga entre os cargueiros ativos e a janela de carga frontal com nariz articulado. Em comparação, o Boeing 747-8F tem menor capacidade (cerca de 137 toneladas) e utiliza portas na frente e lateral.
Papel durante a pandemia
Durante a pandemia de COVID-19, o Mriya foi utilizado para transportar milhões de máscaras, suprimentos médicos e hospitais de campanha entre continentes, agilizando a logística de emergências em voos únicos.
Destruição e futuro
A aeronave foi destruída em 2022 durante o conflito na região. A Antonov anunciou planos de reconstrução utilizando fuselagem de uma segunda unidade, ainda que os custos e desafios tecnológicos sejam significativos. O legado do Mriya persiste nos registros de engenharia aeroespacial, como referência de capacidade e inovação.
Entre na conversa da comunidade