- Arqueólogos encontraram, na Serranía de la Lindosa, na Colômbia, um paredão de rocha com pinturas rupestres datadas de aproximadamente 12.500 anos atrás.
- O conjunto tem quase 13 quilômetros de extensão e foi preservado pela densa floresta, sendo descrito como a “Capela Sistina da Antiguidade”.
- As obras exibem megafauna da época, como mastodontes, além de figuras humanas em dança e cenas de pesca e coleta.
- A datação vem de sedimentos, associada ao projeto LASTJOURNEY, com participação de especialistas britânicos e colombianos.
- O achado evidencia que a Amazônia abrigava culturas sofisticadas antes da colonização europeia e reforça a importância da conservação da região.
A descoberta arqueológica foi feita na Serranía de la Lindosa, região remota da Colômbia, onde um paredão de rocha se estende por quase 13 quilômetros. Arqueólogos descrevem o achado como a “Capela Sistina da Antiguidade”, com pinturas que remontam a mais de 12 mil anos. A exposição de arte rupestre permanece preservada pela densa vegetação.
A pesquisa é liderada por equipes da Universidade de Exeter em colaboração com pesquisadores colombianos, que estudam as pinturas para entender a vida no continente há milênios. O anúncio foi consolidado pelo projeto LASTJOURNEY, com participação de instituições britânicas e locais. O Instituto Humboldt divulgou o material com foco científico.
Principais animais e técnicas
As rochas revelam megafauna extinta, como mastodontes e preguiças-gigantes, em composições elaboradas. Também aparecem figuras humanas em dança, além de cenas de pesca e coleta, sugerindo organização social e adaptação ambiental.
Os artistas demonstraram precisão de movimento, com desenhos em alturas elevadas que indicam a construção de estruturas para alcançar pontos altos dos paredões. A escala e o detalhamento impressionam pela extensão do conjunto.
Idade e significado
A datação de sedimentos aponta início das pinturas por volta de 12.500 anos atrás, em um período de transição climática global. O registro visual evidencia a ocupação humana no território antes da colonização europeia.
O achado reforça a importância da Amazônia como espaço habitado e culturalmente ativo no passado. Ele também reforça a necessidade de preservação da floresta e de seu patrimônio histórico único, que conta a história de comunidades antigas.
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