- A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para a Saúde (ARPA-H) destinou 33,5 milhões de dólares ao projeto NITRO (Novel Innovations for Tissue Regeneration in Osteoarthritis) para buscar reversão da osteoartrite.
- O trabalho da Universidade do Colorado Boulder propõe uma terapia experimental com potencial de reverter danos na articulação em semanas, por meio de uma injeção simples.
- Uma das abordagens usa uma injeção única que libera um medicamento já aprovado de forma controlada, via um sistema de partículas que injeta doses ao longo de meses na articulação afetada.
- A segunda estratégia envolve um kit de biomateriais e proteínas que, aplicado por procedimentos minimamente invasivos, atua como estrutura ( Scaffold ) para atrair células progenitoras e regenerar cartilagem e osso.
- Em estudos com animais, as articulações tratadas voltaram a um estado saudável em quatro a oito semanas, e houve regeneração completa em casos mais graves; pesquisas em células humanas também mostraram efeitos regenerativos, mas testes clínicos ainda não foram realizados, com possível início em aproximadamente dezoito meses.
A equipe da Universidade de Colorado Boulder, apoiada pela ARPA-H, pesquisa uma terapêutica experimental para artrose que pode reverter danos articulares com uma única aplicação. O projeto NITRO envolve financiamento de 33,5 milhões de dólares para explorar injeções simples capazes de estimular a regeneração do tecido.
A artrose é marcada pela degeneração da cartilagem, provocando dor, inflamação e redução da mobilidade. Em todo o mundo, atinge até 240 milhões de pessoas, segundo estudos citados pela equipe. O objetivo é ir além do alívio de sintomas e interromper a progressão da doença.
O grupo liderado pela engenheira biomédica Stephanie Bryant propõe uma abordagem que utiliza a capacidade natural de regeneração do próprio organismo. Em vez de tecidos artificiais, o método busca recrutar células do corpo para reparar o dano.
Estratégias em desenvolvimento
Uma das estratégias envolve uma única injeção que libera, de forma controlada, um fármaco já aprovado, usando um sistema de partículas como veículo. Doses pequenas seriam administradas ao longo de meses na articulação afetada para estimular a reparação.
A segunda estratégia é voltada a casos mais avançados. Um kit de biomateriais e proteínas seria aplicado por procedimentos minimamente invasivos. O material externo solidifica-se no interior do corpo e funciona como uma estrutura para atrair células progenitoras.
Progresso e próximos passos
Em estudos com animais, resultados mostram retorno a estado saudável da articulação em quatro a oito semanas, com regeneração completa em lesões mais graves. Pesquisas com células humanas de pacientes que passam por substituição de articulação também indicaram efeitos regenerativos.
Apesar dos resultados promissores, ainda não há validação clínica em humanos. Os pesquisadores planejam publicar as descobertas em uma revista científica ainda neste ano e deram origem à Renovare Therapeutics para trazer a tecnologia ao mercado.
A próxima etapa envolve ampliar os trabalhos com animais e avaliar toxicidade e segurança. Se tudo correr como esperado, os ensaios clínicos em humanos podem começar em aproximadamente 18 meses.
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