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Estudo aponta relação entre pequena porção de ultraprocessados e demência

Estudo associa aumento de dez por cento no consumo de ultraprocessados a maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos

Alimentos ultraprocessados representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos
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  • Estudo publicado na revista Alzheimer’s & Dementia analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos e encontrou associação entre maior consumo de ultraprocessados e pior desempenho de foco, além de aumento no risco de demência ao longo de vinte anos.
  • Um incremento de dez por cento no consumo diário de ultraprocessados foi associado a queda na atenção e a um aumento de 0,24 pontos no risco de demência (em escala de 0 a 7), sem estabelecer relação de causa e efeito.
  • Pesquisadores destacam que a associação não muda com adesão à dieta mediterrânea, sugerindo que o vínculo está no processamento dos alimentos, não apenas na substituição por opções saudáveis.
  • Dados dos Estados Unidos apontam que ultraprocessados respondem por cerca de cinquenta e três por cento das calorias diárias de adultos, e quase sessenta e dois por cento entre crianças.
  • Especialistas ressaltam que dietas como mediterrânea, DASH e MIND reduzem riscos de doenças, enquanto ultraprocessados são pobres em nutrientes para o corpo e o cérebro.

Aumentar em 10% o consumo de alimentos ultraprocessados pode elevar o risco de demência, mesmo com uma dieta saudável rica em vegetais, indica estudo recente. A pesquisa avaliou padrões alimentares e resultados cognitivos em adultos.

Os ultraprocessados representam mais da metade das calorias nos EUA, segundo dados do CDC. Entre crianças, o índice chega a quase 62%. A associação observada aponta pior desempenho de atenção e maior probabilidade de demência em meia-idade e na terceira idade.

A autora principal, Barbara Cardoso, professora da Universidade Monash, ressalta que o estudo mostra correlação, não causalidade. A relação persiste mesmo com adesão a dietas como a mediterrânea, sugerindo que o processamento dos alimentos, e não apenas a qualidade da dieta, é o fator relevante.

A pesquisa foi publicada na revista Alzheimer’s & Dementia e envolveu mais de 2.100 australianos de 40 a 70 anos. Para cada aumento de 10% no consumo de ultraprocessados, houve queda na capacidade de foco e aumento estimado do risco de demência ao longo de 20 anos.

Especialistas ouvidos pelo estudo destacam a importância de hábitos alimentares ao longo da vida. Dietas com grãos integrais, frutas, vegetais e azeite continuam associadas a menor incidência de doenças crônicas e de declínio cognitivo.

Perspectivas e medidas

Especialista de Harvard ressalta que os dados se somam a evidências de que maior ingestão de ultraprocessados está ligada a pior desempenho mental. Reduzir a presença desses itens pode trazer benefícios ao cérebro, especialmente na meia-idade.

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