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Sismólogos detectam enorme fragmento do fundo do Pacífico afundando no manto

Laje de rocha fria sob o Mar das Filipinas mergulha no manto entre 410 e 660 quilômetros de profundidade, influenciando o fluxo do manto e o vulcanismo global

Sismólogos detectam um enorme pedaço do antigo fundo do Oceano Pacífico afundando no manto da Terra
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  • Cientistas detectaram uma grande porção do fundo do Pacífico afundando no manto, sob o mar das Filipinas, entre 410 e 660 quilômetros de profundidade.
  • O mergulho ocorre por subducção e foi mapeado com ondas de terremotos por sismólogos da Universidade de Maryland.
  • A estrutura aparece como uma laje de rocha fria com traços químicos do antigo oceano, destoando do material ao redor no manto superior.
  • A descoberta ajuda a entender o ciclo de resfriamento da Terra e as anomalias térmicas, em estudo publicado na revista Science e liderado por Jingchuan Wang.
  • O processo influencia a circulação do manto e a atividade vulcânica, com projeção de levar milhões de anos para ser reabsorvido.

A equipe de sismólogos da Terra revelou um novo e inusitado registro do interior do planeta: um enorme bloco do fundo do Oceano Pacífico está afundando em direção ao manto. A descoberta ajuda a entender como a crosta é destruída e reaproveitada ao longo de milhões de anos.

O estudo, que utiliza dados de terremotos para mapear estruturas profundas, aponta que a subducção ocorre em regiões oceânicas ativas. A pesquisa foi conduzida na Universidade de Maryland, com apoio de ferramentas de monitoramento sísmico que funcionam como ultrassom do interior da Terra.

A reportagem destaca que o fenômeno tem impacto direto na compreensão dos ciclos geológicos. A análise combina dados de sismologia com modelos de fluxo de manto, contribuindo para explicar variações na atividade vulcânica e sísmica observadas na superfície.

O ponto central da descoberta

A placa oceânica está localizada entre 410 e 660 quilômetros de profundidade, sob o Mar das Filipinas. O material identifica-se como uma laje fria, distinta do meio ao redor, ainda sob pressão elevada no manto superior.

O estudo mostra que a laje mantém traços químicos do oceano antigo, mesmo sob temperaturas extremas. Esse rasgo geológico influencia a dinâmica do manto, alterando a velocidade de deslocamento de placas vizinhas.

Estimativas indicam que o fundo oceânico pode levar milhões de anos para ser reabsorvido plenamente, evidenciando a importância de longo prazo desse processo para a geodinâmica regional e global.

Implicações científicas

Os cientistas afirmam que o monitoramento ajuda a entender o resfriamento do planeta e o equilíbrio entre o calor interno da Terra e o material oceânico frio. A pesquisa, publicada na revista Science, liderada por Jingchuan Wang, aborda anomalias térmicas que intrigavam geólogos há décadas.

Essa descoberta reforça a ligação entre eventos profundos e fenômenos na superfície, como vulcões e terremotos, fortalecendo o conhecimento sobre a evolução da Terra ao longo de eras geológicas.

O trabalho destaca a importância da tomografia sísmica para localizar possíveis “placas perdidas” no subsolo. Autores ressaltam que novas evidências podem ajudar a prever grandes eventos geológicos e orientar futuras expedições de campo.

Os dados recolhidos sinalizam que a Terra continua em transformação constante, com blocos de crosta que migram e se reconfiguram. A comunidade científica aguarda por novos mapas que aprofundem o entendimento do ciclo de subducção.

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