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Tecnologia brasileira eleva bem-estar de astronautas da Nasa

Dispositivo brasileiro monitora sono e atividade de astronautas na Artemis II, com apoio do Pipe-Fapesp

A meta da startup agora é manter a parceria com a Nasa para as próximas etapas da campanha Artemis
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  • A Nasa confirmou que a Artemis dois levará um actígrafo brasileiro desenvolvido pela Condor Instruments, startup apoiada pelo Pipe-Fapesp.
  • O dispositivo, que parece um relógio de pulso, usa acelerômetros, sensores de luz e temperatura para mapear sono e vigília dos astronautas.
  • O monitoramento ajuda a entender o ciclo claro-escuro no espaço, onde a iluminação é contínua ou irregular; os dados serão comparados com testes de coordenação motora e questionários.
  • A Condor Instruments produz entre duzentos e trezentos dispositivos por mês e exporta para mais de quarenta países; a pesquisa de cronobiologia ficou sob coordenação de Mario Pedrazzoli Neto.
  • O envolvimento da Nasa começou em dois mil e vinte e três; há expectativa de manter a parceria para futuras etapas da Artemis, inclusive o pouso no polo sul em dois mil e vinte e oito.

Pouco tempo antes de a Orion cruzar rumo à Lua no dia 1º de abril, a NASA confirmou que a tripulação da Artemis 2 levaria um dispositivo desenvolvido pela Condor Instruments, startup paulista apoiada pelo Pipe-Fapesp. O engenheiro mecatrônico Rodrigo Trevisan Okamoto recebeu o comunicado por e-mail.

O dispositivo, chamado actígrafo, tem formato de relógio de pulso e reúne acelerômetros, sensores de luz e temperatura para mapear sono e vigília. A ideia é inferir padrões circadianos a partir de movimentos do braço ao longo de dias ou semanas.

O relógio biológico mede também a exposição à luz em várias faixas espectrais, o que ajuda a entender o impacto da iluminação no ciclo de sono. Em ambiente orbital, onde o ciclo claro-escuro não está regulado pela Terra, esse monitoramento ganha relevância para a saúde da tripulação.

Destaques do actígrafo incluem a integração de monitoramento de atividade, luz e temperatura corporal, além da medição da luz melanópica, que influencia a vigília. Dados de uso e conforto foram validados por testes com a própria tripulação em missões anteriores.

A NASA utiliza os dados coletados durante o voo para comparar com testes de coordenação motora e questionários pré e pós-lançamento, buscando aperfeiçoar o design de futuras espaçonaves para missões de longa duração.

O projeto nasceu a partir de estudos do Centro de Estudos do Sono, ligado à USP, com apoio do PIPE-FAPESP. A Condor Instruments iniciou operações com produção de 200 a 300 dispositivos mensais, exportando para mais de 40 países.

Segundo os pesquisadores, a Artemis 2 representa a estreia de um estudo amplo sobre bem-estar, atividade e sono no ambiente da cápsula Orion. A participação da Condor Instruments no voo acompanha negociações para futuras etapas da campanha Artemis, inclusive o pouso no polo sul da Lua previsto para 2028.

A cooperação entre a Condor Instruments e a NASA é vista como um marco da busca por soberania tecnológica nacional, ao transformar ciência de bancada em soluções para missões espaciais. A expectativa é manter a parceria para as próximas fases da Artemis.

A trajetória do actígrafo mostra como o PIPE-FAPESP estimulou a transição de protótipos acadêmicos para um produto comercial de alta precisão. Analistas da Fapesp destacam que o fomento inicial foi decisivo para consolidar a empresa e ampliar a atuação internacional.

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