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Composto de planta brasileira combate vírus da Covid, aponta estudo

Ácidos galoilquínicos de copaíba-vermelha exibem ação multialvo contra SARS-CoV-2, em estudo com apoio da Fapesp

Na imagem, folhas da copaíba vermelha, presente na Mata Atlântica, cujos compostos auxiliam no combate ao vírus da Covid-19
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  • Compostos galoilquinicos derivados de folhas da copaíba-vermelha (Copaifera lucens) apresentaram atuação multialvo contra o SARS‑CoV‑2, inibindo entrada, replicação e expressão de proteínas virais.
  • O estudo foi conduzido por uma equipe internacional com apoio da Fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo (Fapesp) e teve publicação na Scientific Reports.
  • Pesquisadores prepararam frações ricas em ácidos galoilquinicos, realizaram ensaios de citotoxicidade e avaliaram a atividade antiviral por meio de redução de placas.
  • Foram investigadas interações com alvos-chave, como o domínio de ligação do receptor da proteína Spike, a protease PLpro e a RNA polimerase, indicando forte inibição da Covid‑19.
  • Os autores destacam o potencial terapêutico da biodiversidade brasileira, ainda sem uso clínico, com passos futuros incluindo ensaios in vivo e clínicos.

Na copaíba-vermelha, folha da árvore Copaifera lucens, há compostos que atuam contra o SARS-CoV-2, o vírus da Covid-19. Estudo internacional com apoio da Fapesp descreve ação multialvo contra o patógeno. Publicação ocorreu na Scientific Reports.

A pesquisa envolveu pesquisadores de diferentes países, com participação de Jairo Kenupp Bastos, da FCFRP-USP, que atua em fitoquímica e farmacologia de Copaifera. O trabalho destaca a biodiversidade brasileira como fonte de fármacos.

O estudo, anunciado em abril de 2026, detalha avaliações de segurança, atividades antivirais e mecanismos moleculares. Frações ricas em ácidos galoilquínicos foram testadas contra diferentes alvos do vírus, incluindo Spike e RdRp.

Como foi feito o estudo

Cientistas prepararam frações ricas em galoilquínicos a partir das folhas da copaíba-vermelha, avaliando citotoxicidade para checar segurança. Em seguida, usaram ensaios de redução de placas para medir a atividade antiviral.

Também analisaram a expressão de proteínas virais e interações com alvos-chave, como o domínio de ligação do Spike, a protease PLpro e a RNA polimerase. O objetivo foi entender o efeito em várias etapas da infecção.

Resultados e próximos passos

Os ácidos galoilquínicos mostraram forte inibição da entrada e da replicação do vírus, além de reduzir a expressão de proteínas virais. Atividades anti-inflamatórias podem contribuir para a resposta imune.

Apesar dos resultados promissores, ainda serão necessários ensaios in vivo e clínicos para confirmar eficácia e segurança em pacientes. Os autores ressaltam a importância de novas pesquisas com plantas brasileiras.

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