- Conferência Gartner Data & Analytics, em São Paulo, 28 e 29 de abril, aponta que a IA deixa de ser promessa e vira pressão por resultados.
- Quatro em cada cinco empresas já implementam projetos de IA, mas apenas vinte por cento das iniciativas geram retorno.
- Gartner propõe tripé de valor: retorno sobre inteligência, integridade e indivíduos, ampliando o ROI (retorno sobre investimentos).
- IA não deve ser usada apenas para cortar custos; sem governança e contexto, pode provocar perdas futuras e decisões ruins.
- ênfase na participação humana: combinação de humanos e IA, com foco em ambição, dados e pessoas, para evitar erros em escala.
O lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, acelerou o interesse por IA nas empresas, com gestores testando aplicações sem clareza sobre resultados. Hoje, essa promessa recebe pressão real de conselhos, investidores, concorrentes e equipes para que os investimentos comecem a trazer retorno.
Na Conferência Gartner Data & Analytics, em São Paulo, entre 28 e 29 de abril, a visão ganhou contornos práticos. A IA não deve ser vista apenas como redução de custos; essa estratégia pode trazer perdas futuras se for mal aplicada, com decisões ruins e dados frágeis.
Novo tripé de valor
Analistas do Gartner defendem ampliar o ROI para retorno sobre Inteligência, Integridade e Indivíduos. Segundo Sarah James, sem governança sólida, IA permanece como experimento caro. O objetivo é evitar foco exclusivo em ganhos financeiros.
Maturidade e governança
A governança deixa de ser checagem técnica e vira decisão estratégica. É preciso avaliar se a IA deve ser usada em cada processo e sob quais restrições. Uma liderança que envolve avaliação contínua de riscos ganha relevância.
Do digital à era da inteligência
A era da inteligência redefine confiança, ética e relação com a tecnologia, com impacto comparável ao da Internet. O desafio é alinhar avanços técnicos à maturidade das equipes para evitar gargalos organizacionais.
Foco humano na transformação
É essencial fortalecer bases de dados e governança, ao mesmo tempo em que se prepara as equipes para a transformação. Gareth Herschel destaca que a tecnologia evolui rápido, mas pessoas absorvem mudanças de forma mais lenta.
Humanos no centro da IA
A ênfase está em combinar humanos e IA, com profissionais atuando como validadores e orchestradores de resultados. O envolvimento humano precisa ir além do suporte, chegando à liderança efetiva de projetos.
Risco de decisões sem contexto
Especialistas alertam que, sem contexto, modelos podem interpretar dados errado e amplificar erros. A confiança depende de uma camada semântica que traduz negócios em dados e vice-versa.
Caminho para o retorno real
Para evitar desperdícios, as empresas devem definir ambições claras de IA e investir também em pessoas. É necessário promover habilidades da equipe e manter o pensamento crítico como parte do processo decisório.
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