- Ferramentas de IA estão gravando consultas e criando rascunhos de prontuários, com cerca de trinta por cento dos médicos dos Estados Unidos dizendo que já as utilizam.
- Pacientes podem recusar a gravação ou pedir pausa em momentos sensíveis da consulta; o consentimento costuma ser prévio, mas pode ser simplificado pela prática clínica.
- Os áudios e transcrições costumam ser mantidos por curto períodoos pelas empresas; na UCLA Health, ficam por 14 dias, e a Microsoft informa até 90 dias. O rascunho entra no prontuário após revisão do médico.
- Acesso do paciente ao prontuário é permitido, mas gravação de áudio e transcrição geralmente não é liberada; o médico é quem revisa e aprova as anotações geradas.
- Estudos mostram que as anotações de IA podem apresentar erros graves; em testes, cada registro teve, em média, três erros potencialmente graves, reforçando a necessidade de conferência pelo médico.
Pacientes podem ter uma nova testemunha na consulta médica: uma inteligência artificial que ouve a conversa e gera rascunhos de prontuários. Pesquisas indicam que cerca de 30% dos médicos dos EUA já utilizam esse recurso. O objetivo é reduzir a carga de trabalho.
Os escribas de IA prometem que o médico ganhe tempo para se concentrar no paciente. Em hospitais, a ferramenta grava a consulta e transforma o áudio em anotações que vão para o prontuário eletrônico, após revisão clínica.
Especialistas destacam que os sistemas costumam armazenar o áudio de forma temporária e que o rascunho fica no prontuário, com edições do médico. De modo geral, as gravadas não ficam disponíveis aos pacientes.
Privacidade
A prática levanta dúvidas sobre privacidade e consentimento. Em muitos estados dos EUA, apenas uma das partes precisa consentir com a gravação. Ainda assim, médicos costumam pedir autorização prévia para manter a confiança.
Alguns pacientes optam por não autorizar gravações ou pedem pausa em momentos sensíveis. Médicos dizem que essa escolha é importante para garantir conforto durante a conversa clínica.
Empresas de escribas de IA costumam seguir leis de proteção de dados, mas o uso sem contrato claro aumenta o risco. Pacientes podem questionar se a clínica tem acordo com a ferramenta utilizada.
Precisão
A anotação gerada pela IA precisa ser revisada pelo médico, que assume responsabilidade pela precisão. Erros podem ocorrer ao transpor falas ou combinar informações de várias pessoas na consulta.
Estudos simulados mostraram que cada anotação pode apresentar três erros potencialmente graves. Mesmo com revisão, omissões ou imprecisões podem aparecer no registro final.
Para reduzir riscos, médicos são orientados a checar todas as notas antes de incorporá-las ao prontuário. O objetivo é manter o atendimento claro, completo e neutro.
Entre na conversa da comunidade